1º Congresso da CSP-CONLUTAS: a liquidação se confirma

1º Congresso da CSP-CONLUTAS: a liquidação se confirma

 * Texto publicado no Causa do Povo nº 64 – Junho/Julho de 2012 | Jornal da União Popular Anarquista – UNIPA

O 1º Congresso da Central Sindical Popular-CONLUTAS realizado no final de semana do dia 1º de maio, em Sumaré, São Paulo, comprovou a análise da União Popular Anarquista (UNIPA) no Causa do Povo nº 55: o fracasso do CONCLAT de Santos e a liquidação da CONLUTAS a partir da política oportunista do PSTU. Afirmamos: “Infelizmente, tal fracasso não foi apenas o dos objetivos oportunistas de PSOL e PSTU, também foi uma derrota da classe trabalhadora em relação às tarefas organizativas essenciais que precisamos cumprir para fazer frente ao governismo, que impõe a apatia e o imobilismo aos trabalhadores com o objetivo de facilitar a deterioração das nossas condições de trabalho e o ataque de governos e patrões aos nossos direitos”.

O congresso de Sumaré da CSP-CONLUTAS contou com 1809 delegados plenos. Este número se mantém estagnado em relação aos últimos congressos[1]. A política levada a cabo pelo PSTU foi tentar se unificar com um setor sem a menor representatividade na classe, a INTERSINDICAL/PSOL. Esta política foi operada por uma série de articulações pela cúpula entre correntes sindicais que culminou na liquidação da CONLUTAS em Santos (2010). Esta política oportunista foi sendo executada paulatinamente. Desde 2006, os acordos passaram a ser até com o campo governista, como a Articulação/PT e a CSC/PCdoB. Todo o ônus dos acordos e desacordos realizados pela cúpula com a INTERSINDICAL e seus diversos setores caiu sobre os ombros do PSTU. O Congresso de Sumaré (2012) só veio ratificar a liquidação, que se concretiza na postura da “Central” de se sentar nas mesas de pactuação das obras do PAC realizadas pelo Governo Federal juntamente às grandes empreiteiras para controlar os distúrbios, quebra-quebras e greves dos operários nos canteiros de obra pelo Brasil afora.

Apontávamos, e continuamos a afirmar a necessidade de um movimento sindical pela base que rompa com o legalismo, o corporativismo e a ilusão democrática burguesa da via parlamentar. Durante todos esses anos reafirmamos a necessidade de lutar contra a estrutura sindical estatal e construir uma política efetiva de rompimento com o governismo e com o método de luta pacifista e legalista.

 

Notas:

[1] O II Congresso da CONLUTAS realizado em 2010, na cidade de Santos/SP, contou com aproximadamente 1800 delegados. O I Congresso da CONLUTAS, realizado em 2008, na cidade de Betim/MG, teve 2814 delegados e o CONAT, realizado em 2006, em Sumaré/SP, teve 2729 delegados.

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