Perseguição Política e Criminalização dos Movimentos dosTrabalhadores

Perseguição Política e Criminalização dos Movimentos dosTrabalhadores

* Texto publicado no Causa do Povo nº 64 – Junho/Julho de 2012 | Jornal da União Popular Anarquista – UNIPA 

Neste inicio de ano 2012, aumenta a repressão direta do Estado sobre os trabalhadores. O ASSASSINATO NO CAMPO E A REPRESSÃO NAS FAVELAS do país é o modus operante da política municipal, estadual e federal de repressão aos trabalhadores mais pobres e explorados do país. Esta política se estende com mais vigor contra qualquer movimento de trabalhadores que reivindique moradia, condições dignas de trabalho e aumento salarial e fuja da blindagem das centrais sindicais pelegas. Qualquer movimento que resista a exploração e dominação do Estado e dos capitalistas é reprimido e criminalizado pelo governo em TODAS as suas esferas. Vamos a alguns casos mais recentes.

No inicio de abril, a Polícia de Porto Velho com anuência do Secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, exigiu uma caça às bruxas depois da resistência dos operários de Jirau, acusados de “vandalismo”. Onze operários foram mantidos em cárcere privado, sem alimentação e comunicação por dois dias no interior do canteiro de obras. Depois foram levados para o presídio de Urso Branco, em Porto Velho. Os operários serão denunciados pelo Ministério Público. Além disso, cerca de mil trabalhadores foram demitidos.

Na Petrobras, a trabalhadora da Transpetro do Terminal de Cabiúnas (TCAB), Ana Paula Aramuni, foi demitida arbitrariamente no dia 04/05/2012. Mesmo tendo sido vice-presidente da CIPA de Cabíunas e ter realizado inscrição para concorrer ao Conselho de Administração. No movimento por moradia nos centros urbanos, a repressão e criminalização dos militantes e movimentos sociais têm aumentado. No RJ, dois militantes foram processados e acusados de formação de quadrilha por participaram de movimentos de luta por moradia. Em São Paulo, depois da repressão em Pinheirinho, as ocupações do centro da cidade estão sofrendo ameaça de invasão policial a qualquer momento. Em Brasília, os trabalhadores também resistem a ameaçam de invasão policial na ocupação Novo Pinheirinho. Este é o presente da Copa e Olímpiadas para a população proletária brasileira.

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