MTST rompe com CSP-Conlutas: Central carece de política para unir as frações da classe trabalhadora

 *Texto publicado no jornal CAUSA DO POVO nº65 de Agosto/Setembro de 2012

           O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) anunciou no dia 14 de julho sua saída da Central Sindical Popular-Conlutas. A alegação foi que o PSTU, direção da Central, “atuou de forma divisionista nas bases do MTST”, tentando “convencer militantes a saírem do MTST e ingressarem no movimento que este partido busca impulsionar”. Expõe, ainda, que possuía diferentes posições com o PSTU “sobre a necessidade de medidas mais claras e ativas de integração do movimento popular aos espaços e pautas da Central”.

           Em resposta, o PSTU afirmou que, a despeito de terem estimulado particularmente a estruturação do MTST, este “não detém o monopólio de representação do movimento popular” e que “reconhecer o papel e legitimidade do MTST não pode representar a exclusão de outros movimentos populares”. Além disso, buscou enfatizar seu esforço na “defesa da unidade e integração do movimento sindical e popular”, ao apoiar a fundação da CSP-Conlutas.

           Assim, ainda que seja comum o trânsito ou aproximação de militantes da linha política de uma organização, para outra, o pano de fundo desta ruptura expõe a debilidade político-organizativa da CSP-Conlutas. Em verdade, o propósito inicial da Conlutas de unir os movimentos sindical, popular, estudantil e contra as opressões, foi paulatinamente sendo abandonado, a exemplo de relegar o movimento estudantil à participação simbólica de 5% na Central, em seu vexatório Congresso de 2010.

           Não há, por parte da direção da Central, disposição político-organizativa suficiente em tomar medidas para um formato avançado de organização das frações proletárias. Muitas destas, como o setor “marginal”, hoje não possuem abertura sindical para sua organização. Os movimentos populares, então, expressam uma frente de união e luta do povo trabalhador superexplorado. Ao invés disso, o PSTU segue mantendo sua prioridade na “agregação” sindical indiscriminada – que vai desde apoiar a filiação de sindicatos policiais, a aliar-se com os governistas da Articulação/PT e CSC/PCdoB em eleições sindicais.

           A UNIPA segue defendendo a construção de uma Central que una todas as frações da Classe Trabalhadora, pois esta permitirá romper a fragmentação objetiva e subjetiva do povo, tarefa fundamental para a estratégia revolucionária no Brasil obter êxito.

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Leia a edição completa deste Causa do Povo AQUI.

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