A luta na educação estadual no Rio de Janeiro: O combate à meritocracia e ao colaboracionismo do Sepe/RJ

Manifestação de professores do Rio de Janeiro em 2011

Manifestação de professores do Rio de Janeiro em 2011

No estado do Rio de Janeiro, as políticas neoliberais dos governos municipais e estadual tem se pautado na implementação de sistemas meritocráticos que pioram os salários dos trabalhadores e diminuem a qualidade dos serviços públicos oferecidos ao povo.

O governador Sergio Cabral e sua base aliada (incluindo o PT e PCdoB) se empenham em impor aos trabalhadores da educação o seu “Plano de Metas” sob o argumento de aumentar os índices do estado no IDEB. O sistema meritocrático prevê a perda de autonomia pedagógica e um ranqueamento entre as escolas, gerando bonificações para aquelas que alcançarem as metas (como elevar o índice de aprovação e pontuação dos alunos em testes padronizados realizados pelo próprio governo). A política de meritocracia é uma tendência mundial do capitalismo que visa cortar gastos com a educação, tratando o ensino como mercadoria e as escolas como empresas.

Os ataques do Estado e do Capital tendem a se intensificar à medida que os trabalhadores estão desorganizados ou orientados por políticas reformistas e colaboracionistas dos partidos que hegemonizam o movimento sindical e popular. O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) é um exemplo claro disso, com a singularidade de ser dirigido por um campo majoritário formado por partidos reformistas (PSOL/PSTU). Na prática, o PT continua orientando o Sepe politicamente e tendo hegemonia, mantida desde a fundação do sindicato na década de 80. Parte de sua militância petista (que já dirigia o Sepe) se transferiu para o PSOL em 2006, e juntamente com o PSTU compõem hoje esse campo majoritário que controla mais ou menos 70% da diretoria.

O Sepe é o sindicato responsável por organizar não apenas a rede estadual, como também as redes municipais. No entanto, sua estratégia tem sido a de deflagração de greves isoladas ou setoriais. E mesmo essas greves só têm ocorrido em virtude da pressão realizada por parte da base da categoria que se indigna, quase que espontaneamente, diante dos ataques dos governos.

O colaboracionismo de classe da direção do Sepe ficou ainda mais explícito na última greve da rede estadual em 2011. A partir de nossa intervenção em conjunto com um campo combativo da categoria, conseguimos fazer com que esta greve se radicalizasse (com a posição firme de mantermos a ocupação do gabinete do secretário e a permanência do acampamento em frente a Secretaria de Educação na Rua da Ajuda, centro do Rio de Janeiro, por 30 dias). Mas a política recuada do conjunto da direção do Sepe fez com que a greve fosse suspensa, com ganhos muito aquém das necessidades reais da categoria. Ao longo de 2012 (ano de eleições internas no Sindicato e também municipais), as direções do Sepe frearam ao máximo as lutas, privilegiando as eleições parlamentares e o aparelhismo do Sindicato. Usaram e abusaram de manobras nas assembleias e de paralisações isoladas, sem objetivo político, exceto o objetivo da desmobilização da categoria. Diante do conformismo, os ataques de Cabral só aumentaram.

Desde o início de 2013, estamos mobilizando a categoria e tencionando as direções para a radicalização das lutas, pois só assim podemos avançar em nossas reivindicações. Para nós, militantes da UNIPA, continua a árdua tarefa de combatermos a política reformista da direção do Sepe, imprimindo-lhe um caráter classista e revolucionário.

Abaixo à meritocracia!

Por um Sepe Classista e Combativo!

Ousar lutar, ousar vencer!

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