Resgate dos cães beagles: uma ação anticapitalista

 beagles

No dia 18 de outubro um grupo de ativistas entrou no Instituto Royal, em São Roque, região de Sorocaba/SP, para libertar uma centena de cães da raça beagle usados em testes de medicamentos. Esta ação foi classificada pela empresa como ato de “terrorismo” e pela polícia como “furto e invasão”.

Tal ação pode ser compreendida como uma política que tenta impedir que o sistema industrial capitalista tente transformar os animais em meras mercadorias. Os maus-tratos ocorrem em Laboratórios, mas também em empresas de produção de alimento (aves e porcos e gado). Os animais são frequentemente torturados e estraçalhados vivos, além de não terem uma vida natural. São transformados e tratados como meros objetos e mercadorias.

A ação de resgate dos beagles em São Paulo contou com a simpatia da população. E isso é fundamental. Isso porque esta ação pode ser parte de uma estratégia anticapitalista. De um lado, impedindo as empresas, laboratórios de torturar e massacrar os animais. Ao impedir isso, impedimos o funcionamento de uma parte da economia  capitalista. De outro lado, essas empresas normalmente produzem alimentos e medicamentos e produtos estéticos que prejudicam a saúde humana. Não somente a dor dos animais e sua vida estão em risco pelo capitalismo, mas a própria sociedade.

LIBERTAÇÃO ANIMALNesse sentido, o anarquista Bakunin nos dizia: “Esta ideia de irresponsabilidade moral dos animais é admitida por todos. Mas não condiz em todos os seus pontos com a verdade. Podemos nos assegurar disto através da experiência de todos os dias, em nossas relações com os animais domesticados e adestrados. Nós os criamos não em vista de sua utilidade e de sua moralidade próprias, mas conforme aos nossos interesses e às nossas finalidades; nós os habituamos a dominar, a conter seus instintos, seus desejos, quer dizer, desenvolvemos neles uma força interior que não é outra coisa que a vontade. E quando agem contrariando aos hábitos que lhes queríamos dar, nós os castigamos; portanto, os consideramos, os tratamos como seres responsáveis, capazes de compreender que infringiram a lei que lhes impusemos, e os submetemos a uma espécie de jurisdição doméstica. Nós os tratamos, em uma palavra, como o Bom Deus dos cristãos trata os homens – com esta diferença: que o fazemos para nossa utilidade e ele para sua glória; nós, para satisfazer nosso egoísmo, ele para contentar e alimentar sua infinita vaidade”.

A ação de resgate dos beagles, particularmente, e a noção da relação humana com animais de outras espécies, do  ponto de vista anarquista está associada a duas questões. De um lado, o combate ao capitalismo. De outro, a humanização do próprio homem que deve ver os animais não como mercadorias, mas como seres que sentem e pensam em determinado nível e vivem também em sociedade. Por isso é fundamental apoiar formas de luta contra os maus tratos aos animais!

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