Novas publicações da Série Biblioteca Anarquista!

          É com grande honra que nós da União Popular Anarquista (UNIPA) divulgamos agora para toda militância popular e anarquista mais duas publicações da Série Biblioteca Anarquista: Plataforma Organizacional da União Geral dos Anarquistas (1926), e COPEI – Posição anarquista sobre a Luta Armada (1972). Esta Série possui como intenção de divulgação de textos e livros que acreditamos ser fundamentais para a formação teórica e política dos revolucionários e lutadores do povo. As cartilhas podem ser lidas diretamente pelo site, basta clicar na imagem, além disso, elas são vendidas no formato de cartilha, procure adquirir com os núcleos da UNIPA ou com os Comitês de Agitação e Propaganda (CAP) da sua cidade. Boa leitura!

Avante o Anarquismo Revolucionário!

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– SÉRIE BIBLIOTECA ANARQUISTA, VOLUME 3 

capa-plataforma

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Apresentação

É com o espírito revolucionário renovado que a União Popular Anarquista (UNIPA) lança, como o Volume 3 da Série Biblioteca Anarquista, a Plataforma de Organização da União Geral dos Anarquistas, ou simplesmente a Plataforma, publicada originalmente em junho de 1926, pelo grupo de anarquistas russos exilados Dielo Trouda.

A Plataforma é uma obra central da teoria e ideologia bakuninista e, consequentemente, para todo o movimento da classe trabalhadora, sendo publicada 9 anos depois da Revolução Russa de 1917 por militantes anarquistas que vivenciaram e foram protagonistas no processo revolucionário.

Estes companheiros veteranos da Revolução perceberam vários problemas dentro da atuação dos anarquistas no início do século XX, escreveram um texto resgatando o caráter classista do anarquismo e propondo métodos operacionais na tentativa de ajudar a construir uma organização anarquista sólida. Métodos estes, como a defesa de uma teoria e prática coerentes que denominaram de “responsabilidade coletiva”, geraram grande polêmica na época e continua gerando até hoje, deixando claro que dentro dos anarquismos existem correntes com diferentes teorias e métodos.

A Plataforma foi escrita para responder um problema: a derrota da revolução. A revolução russa foi perdida para Burocracia e o estatismo. Ela destaca, sem nenhum compromisso com políticas autoritárias, a necessidade vital de criar uma organização que combinará uma atividade efetivamente revolucionária com princípios anarquistas fundamentais. O problema apontado da Plataforma foi exatamente como a ausência da organização e da unidade teórica impediram que o anarquismo se constituísse como uma alternativa real durante a revolução. Ao mesmo tempo, ela abriu caminho para um debate internacional contra o sintetismo, mostrando que não era suficiente a existência de organização, mas de um tipo determinado de organização: a organização política revolucionaria.

Posteriormente as Jornadas de Junho, o anarquismo foi recolocado como centro de interesse ou expressão no Brasil. Embora ainda difuso, e exatamente por isso, a presente obra oferece apontamentos de como superar erros que embora básicos, são fundamentais, sobre organização e programa revolucionário anarquista. Não é permitido a nenhum militante que se reivindique ou tenha interesse pelo anarquismo desconhecer a Plataforma, seu debate internacional e sua importância histórica.

Por fim, a União Popular Anarquista lançou em 2011, junto com a Organização Popular Anarquista Revolucionária do México, um documento que consideramos ser a aplicação e a continuidade das tarefas colocadas aos anarquistas pelo Dielo Trouda, porém inconclusas pelos próprios veteranos de guerra. Denominamos como Plataforma Internacional do Anarquismo Revolucionário, e sua leitura deve estar na esteira da presente obra. Entendendo-a como complemento, síntese e trazendo as tarefas históricas da revolução colocadas por Dielo Trouda e os clássicos do anarquismo revolucionário para a atual conjuntura (pode ser acessada em http://www.uniaoanarquista.wordpress.com).

Esperamos que a leitura da Plataforma possa renovar o espírito revolucionário de todos(as) aqueles(as) que militam pela causa da classe trabalhadora, que defendem de maneira intransigente a destruição do Estado e do Capital e a construção do socialismo com liberdade.

Os Editores,
Janeiro de 2014.

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– SÉRIE BIBLIOTECA ANARQUISTA, VOLUME 4

capa-copei

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Apresentação

É com a certeza de oferecer um material decisivo para a formação dos militantes revolucionários que a União Popular Anarquista (UNIPA) lança, como o Volume 4 da Série Biblioteca Anarquista, a tradução do COPEI, documento da histórica Federação Anarquista Uruguaia (FAU), publicado originalmente em 1972.

O COPEI é um grande documento teórico dos companheiros da FAU histórica que permite entender a luta de classes no Uruguai no contexto da resistência armada à ditadura civil-militar, que perdurou naquele país entre os anos de 1973 e 1985. Nesse contexto, destacava-se a vertente foquista da luta armada, concretizada nas ações do Movimento de Libertação Nacional (MLN). O MLN, também conhecido como Tupamaros, operou nas décadas de 1960 e 1970.

Compreender o foquismo em sua versão uruguaia significou determinar as principais características, limites e êxitos do MLN, sua relação com o Partido Comunista, o reformismo e as lutas de massa. Significou também colocar em evidência o problema da estratégia militar revolucionária, do emprego da violência revolucionária e sua solução nos marcos de uma política de classe. O que passava pela superação teórico-prática do reformismo pequeno-burguês ou operário. A solução encontrada pela FAU era a de um “partido clandestino que atua também, com base em uma estratégia harmônica e global, a nível de massas”.

O COPEI foi, ao lado da Plataforma (Dielo Trouda, 1926), um documento fundamental para a constituição da organização bakuninista no Brasil. Seu estudo permitiu a ruptura com a ecletismo e com o revisionismo. Pois a luta armada e sua relação com o movimento de massas assumiu para os bakuninistas a principal tarefa da revolução, enquanto que para os ecletistas e revisionistas do anarquismo a luta armada é apenas uma referência estética.

A leitura de COPEI torna-se ainda mais importante depois da nova conjuntura da luta de classes aberta desde o Levante Popular de Junho de 2013 no Brasil. Pois novamente foi posto no cenário nacional das lutas sociais o elemento da violência, sobretudo pela emersão das táticas e militantes Black Bloc. Guardadas as devidas proporções, o COPEI permite traçar uma comparação entre foquismo e Black Bloc. Ao apresentar teórica e praticamente a concepção da estratégia harmônica e global entre linha política, linha de massas e linha militar, o leitor atento deve se sentir provocado em resolver o impasse do uso da violência de massas. Em nossa conclusão, trata-se, hoje, de construir o partido revolucionário bakuninista e incorporar a linha dos Black Bloc na Estratégia do Sindicalismo Revolucionário, combatendo o pacifismo e o reformismo.

A Série Biblioteca Anarquista ainda conta com os seguintes volumes publicados: A Comuna de Paris (1871-2011); Federalismo, Socialismo, Antiteologismo, de Mikhail Bakunin; e Plataforma Organizacional, do grupo Dielo Trouda.

Os Editores,
Janeiro de 2014.

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