1º de Maio: Reconstruir o sindicalismo revolucionário e a greve geral como alternativas de luta!

1-de-maio2

Em 1886 milhares de operários nos Estados Unidos se lançaram à luta por melhores condições de trabalho e de vida. Exigiam a jornada de trabalho de oito horas diárias. O Governo reprimiu os operários que participaram das greves e manifestações. Vários trabalhadores foram condenados à morte e executados, especialmente os operários anarquistas.

anarchists_of_chicago

Cartaz relembra as lideranças operárias anarquistas, presas e assassinadas pelo Estado em meio aos conflitos trabalhistas em 1886. Os Mártires de Chicago!

Por isso o Primeiro de Maio foi escolhido como o dia de luta e de luto dos trabalhadores. Para lembrar que os direitos trabalhistas foram conquistados com luta, sangue e suor. Para lembrar e homenagear os nossos mártires, e continuar sua luta.

No Brasil de 2014, ano em que o governo tenta empurrar uma Copa do Mundo garantida com desvios de verbas e precarização da vida da população pobre, a luta contra a precarização da vida permanece. A maior parte da população recebe pouquíssimo e trabalha em situações insalubres, muitas vezes sem direito algum e sofre com os altos preços dos alimentos, escola pública ruim e morrem nas filas do SUS. O 1º de maio deve servir para o mesmo fim, para continuarmos a luta do povo por melhores condições de vida. Essa é uma luta contra os governos (como o de Dilma/PT) e contra os empresários.

Para conter o povo que luta, o governo Dilma/PT se vale da polícia militar e das forças armadas nas favelas, demonstrando o resultado do investimento em repressão contra os trabalhadores que moram nas favelas, que são tratados como criminosos e submetidos à brutalidade policial. Vários trabalhadores inocentes são mortos hoje no Brasil como há cem anos atrás nos EUA. Basta pegarmos os casos mais notórios como o do pedreiro Amarildo e da Gari paraense, Cleonice Vieira, morta em serviço no dia 20 de junho após se assustar com as bombas lançadas pela polícia, e mais recentemente Cláudia Silva Ferreira assassinada pela PM e que teve o corpo arrastado pelo camburão como se fosse um cachorro.

1deMaioEm meio a repressão, os trabalhadores ainda sofrem com o direções sindicais pelegas e governistas, que tentam a todo custo frear a luta dos trabalhadores, e quando não conseguem, tentam evitar táticas radicalizadas necessárias para a construção de uma Greve Geral. O caminho da construção da greve geral é o trabalho de base nos locais de trabalho, moradia e estudo. É a construção de pautas de reivindicações que dialoguem e que atenda a toda classe trabalhadora. A construção se dá através de realização de assembléias conjuntas de diversas categoriais onde se construa coletivamente através da relação de igualdade e não através da sobreposição de pautas de uma categoria sobre a outra. Exemplo é a convocação de manifestações conjuntas. A conseqüência será a paralisação geral de todas as atividades de trabalho. É o levante do povo trabalhador contra o Estado e o Capital.

A tarefa dos anarquistas revolucionários

1-de-maio-1919-pca-da-seCada vez mais os partidos eleitoreiros vão desviando do 1º de Maio seu real significado. Não somente pela CUT/PT que realiza abertamente shows, distribuição de brindes etc, enquanto a classe trabalhadores sofre grandes ataques do Governo. Mas é preciso alertar contra os partidos que se opõem a isto, mas realizam um 1º de maio pouco combativo e de nenhuma mobilização nas bases, nem se quer constroem atos de rua com a própria militância e acabam ficando a reboque de estratégias para “agradar o povão”, com músicas e teatros tomando o lugar dos enfrentamentos com a burguesia e a ordem estabelecida. Essa é a tática utilizada pelo para-governismo (PSOL/PSTU/PCB) que reproduzem os métodos do governismo mesmo sem ser governo.

É preciso que os anarquistas revolucionários rompam na teoria e na prática com o método reformista de luta, mas também com a estrutura sindical, que atrela os sindicatos ao estado convertendo-os em parte integrante do aparelho do estado. Assim, estes que deveriam ser os instrumentos de luta se transformam em conciliadores dos interesses dos patrões entre os trabalhadores. É preciso também atrelar a tática das oposições sindicais à reconstrução do sindicalismo revolucionário.

1-de-maio-haymarket-confronto

Confronto de Haymarket, batalha que se deu em meio às greves de massas e enfrentamentos com a polícia e que deram origem ao 1º de Maio.

Pela construção de um mês de Maio de unificação de greves entre as categorias e combate direto contra a burguesia e os Governos que se expressa na palavra de ordem NÃO VAI TER COPA! Transformar o mero simbolismo em uma luta real que unifique a classe proletária! Seguir a tradição de 1886 é criar hoje uma nova inspiração e referência de luta!

Participem e construam manifestações de rua e greves. Crie organizações sindicais e oposições onde os sindicatos não existirem ou estiverem controlados pelo patrão e/ou pelo governismo. Os desempregados devem se juntar aos sindicatos de suas categorias e movimentos sociais. Somente através da nossa luta seremos capazes de defender nossos direitos.

POR UM SALÁRIO DIGNO!
PELOS DIREITOS TRABALHISTAS!
RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s