Ucrânia, Venezuela e Síria: o Imperialismo em Ação

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EUA apoia a oposição à Maduro para ampliar seu controle geopolítico na América Latina.

A situação internacional tem sido marcada pelas disputas imperialistas. No caso Sírio e Ucraniano o conflito entre o Bloco Estados Unidos-União Europeia  e China-Rússia. A experiência de intervenção na Líbia, com aprovação da Zona de Exclusão Aérea para ação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – uma organização militar dos países do ocidente, houve a derrubada do governo Kadafi o que levou a Rússia e a China a se posicionaram contra este tipo de medida na Síria e na Ucrânia. Na Síria o estado russo possui a base militar de Tartus, no mar Mediterrâneo. O governo russo negociou com o governo Sírio a entrega de arma química para ONU e enfraqueceu a posição político-militar dos Estados Unidos, seus aliados internacionais (como França, Alemanha, Inglaterra e Turquia) e a fracionada e heterogênea oposição conservadora e liberal.

Na Ucrânia a insatisfação popular contra a sistema político que governa o país foi capitalizada pelos grupos de extrema direita e direita apoiado pelos governos ocidentais. As disputas aumentaram a tensão entre EUA e Rússia que procuram manter e aumentar sua presença política, econômica e militar na região. Com isso, os conflitos se acirraram na medida em que grupos nacionalistas ucranianos depuseram o presidente eleito, por ser contra o acordo de livre comércio com a União Europeia. Os nacionalistas pró-russos passaram a reivindicar a separação da autoridade central de Kiev, com apoio da Rússia, como aconteceu no caso da Crimeia e na manutenção da base militar de Sebastopol, no Mar Negro.Tanto o ocidente, como a Rússia, alimentam o chauvisnismo, seja ele ucraniano ou russo, em prol dos seus interesses político-militares e econômicos, como controle territorial da região e fornecimento energético, principalmente de gás para Europa.

No caso da Venezuela temos o retorno de protestos de ruas, experiência histórica venezuelana desde 1989, capitaneados e organizados por parte da oposição liderada por Leopoldo López, do Partido Vontade Popular, contra o governo de Nicolas Maduro (PSUV), sucessor de Hugo Chavez. Esses protestos apoiados pelos EUA através da National Endowment for Democracy (NED) e da US Agency for International Development (USAID) e com aportes financeiros da International Republican Institute (IRI) tem como objetivo desestabilizar o governo de Caracas, uma vez que tem minoria parlamentar e se coloca contra o Projeto Bolivariano. No entanto, o último candidato da Mesa de Unidade Democrátivo (MUD), atual governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, não esteve a frente das mobilizações de ruas e atentados pelo país. Se constituiu como uma oposição moderada, mas no decorrer dos processos se somou a mobilizações organizados por Leopoldo López.

Esse bloco oposicionista, com apoio norte-americano, tem como objetivo se associar ao bloco pró-americano Aliança do Pacífico, hoje composto por Chile, México, Costa Rica, Colômbia e Peru. Este bloco se insere na nova política americana que se direciona para a Ásia-Pacífico, inclusive com deslocamento de tropas da Europa para o extremo oriente. Além disso, os EUA procuram diminuir a dependência da importação de petróleo dos países árabes, aumentando a compra de petróleo mexicano e venezuelano.

Somente o internacionalismo proletário e a revolução social são capazes de derrotar o poder das potências imperialistas, destruir o sistema interestatal e estabelecer uma nova ordem social, construída sobre os pilares da justiça e da liberdade. A tarefa dos revolucionários diante das disputas intraburguesas e entre as potências imperialistas é a defesa intransigente da revolução proletária. A única causa a ser defendida é a causa da revolução, a única posição a ser tomada é aquela ao lado da tarefa histórica da classe trabalhadora.

 

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