Mapa da Violência: jovens e negros na mira assassina do Estado

mulher-negra-resistencia Vivemos uma conjuntura de grave endurecimento da repressão policial às populações marginais e pauperizadas das periferias, aldeias, quilombos e favelas, bem como aos trabalhadores em seus locais de trabalho, estudo e demais locais de moradia. Temos visto também que os esforços do Estado em criminalizar os movimentos sociais, tratando as contradições sociais e materiais da sociedade brasileira como caso de polícia, tem se tornado ainda mais rigorosos, com o monitoramento de conversas entre manifestantes detidos e seus advogados, prisões durante a madrugada, apreensão de panfletos e livros como provas, e a morte de manifestantes depois de manifestações em circunstâncias suspeitas. Percebemos que o aparelho repressivo do Estado, se valendo de práticas da ditadura, que continuaram sendo empregadas contra as periferias, é novamente acionado contra as manifestações de rua e contra os lutadores do povo de forma escancarada.

Dados do “Mapa da violência 2014: Os jovens do Brasil”, que dizem respeito ao período até o ano de 2012, permitem concluir três coisas a respeito da violência: 1) se concentram na faixa etária da população jovem, notadamente a masculina; 2) tem crescido nas cidades do interior e permanece alta nas capitais; 3) tem aumentado entre pardos e pretos e decrescido entre os brancos. Esses dados deixam claro que é sobretudo a juventude pobre e negra quem se torna vítima da violência. Segundo o documento, podemos observar “o brutal incremento dos homicídios a partir dos 13 anos de idade: as taxas pulam de 4,0 homicídios por 100 mil para 75,0 na idade de 21 anos. Nessa faixa são taxas que nem países em conflito armado conseguem alcançar”.

As ações policiais longe de combaterem à violência, como a imprensa e o governo defendem, reproduzem seus padrões. Isso pode ser observado no dado da pesquisa Desigualdade racial e segurança pública em São Paulo (GEVAC/UFSCAR) de que a taxa de mortalidade nas ações policiais no estado de São Paulo em 2011 foi 2,8 vezes maior quando a vítima era parda ou preta. A razão de vítimas de homicídios entre os pretos e pardos no Brasil até 2012 se comparadas à da população branca era muita próxima, 2,7 vezes maior. Há uma tendência a que a violência se acentue na população jovem pobre e negra, e a ação policial apenas confirma essa mesma tendência.

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Amarildo Dias de Souza, morador da favela da Rocinha, trabalhador da construção civil, foi assassinado por policiais da UPP. O seu desaparecimento na noite de 13 de julho de 2013 gerou uma ampla revolta contra a polícia e a repressão.

No Rio de Janeiro, a tirania policial representada pela instalação das UPPs nas favelas, sob pretexto do combate ao tráfico e à violência, têm como objetivo assegurar o monopólio da violência pelo Estado e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O Estado de Exceção acionado para a realização dos megaeventos é provavelmente a única herança deixada para a classe trabalhadora, o que torna imperativo sua organização para responder às investidas do Estado e do Capital contra seus direitos.

Os moradores de regiões de periferia têm respondido à violência policial através da ação direta (fechameto de ruas, queima de ônibus, barricadas, etc). Essa resposta legítima do povo contra a violência do Estado é criminalizada pelos reformistas, que condenam o “vandalismo”, tentando instrumentalizar a indignação popular pela via legalista e eleitoreira, e pela imprensa, que justifica a ação policial dizendo que se tratam de ações pela pacificação, rotulando toda a indignação popular como ligação com o narcotráfico. Como já dissemos, a campanha contra o vandalismo não é uma campanha contra a violência, mas uma campanha a favor da acumulação de capital e pelo direito da propriedade privada.

Por último, é importante reafirmar que a violência é sobretudo um reflexo das contradições de classe que fundamentam a sociedade, e que nesse sentido a população pobre e jovem das periferias e favelas permanece vulnerável à violência e à criminalidade porque para ela os direitos a uma existência suportável são negados pelo Estado para garantir a manutenção do capital. É imediata a necessidade de se amadurecer as experiências de autodefesa dos trabalhadores contra a violência do Estado. Além disso, é importante que sejam construídos comitês de autodefesa e luta dos trabalhadores por local de moradia para construir uma alternativa de resistência à violência institucional, e também para exigir as reivindicações da classe trabalhadora e barrar o avanço do capital sobre o trabalho em outras frentes.

Fim da PM já!

Abaixo o extermínio da juventude pobre e negra!

Pela auto-defesa popular!

***

Fontes:

Mapa da Violência: Jovens do Brasil <http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2014/Mapa2014_JovensBrasil.pdf&gt; – Página 22 Gráfico 2.1.1.

Desigualdade Racial e Segurança Pública em São Paulo <http://www.ufscar.br/gevac/wp-content/uploads/Sum%C3%A1rio- Executivo_FINAL_01.04.2014.pdf> – Página 13 Gráfico 2, Página 14, Gráfico 3

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Uma resposta para Mapa da Violência: jovens e negros na mira assassina do Estado

  1. Junior Silva disse:

    O MAL SURGIU COM SATANÁS E SEUS ANJOS PERVERSOS. Eles se rebelaram contra Deus. Ninguém poderá extirpar o mal com ARMAS DE FOGO.

    A VIOLÊNCIA É O REFLEXO DE UMA SOCIEDADE LONGE DE DEUS. Governos corruptos, abandonaram a Palavra de Deus, e as consequências estão em toda parte:

    VIOLÊNCIA – MORTES – CRIMES BÁRBAROS – PASSEATA GAY – DEPRAVAÇÃO NA TV – NOVELAS SUJAS E IMORAIS – CANTORES INCENTIVANDO O SEXO ILÍCITO E A PORNOGRAFIA – JOVENS FAZENDO APOLOGIA AO CRIME…

    Todos os males na sociedade comprovam A FALTA DE DEUS NAS CAMADAS DA SOCIEDADE.
    .
    .
    NENHUM POLÍTICO PODERÁ DAR JEITO NA QUESTÃO DA VIOLÊNCIA.

    SÓ JESUS CRISTO TEM A SOLUÇÃO PARA O HOMEM DESESPERADO, POIS ELE É DEUS!

    Campanhas políticas só fazem ALARDE, BARULHO, e com elas, muita gente se aproveita para roubar e ganhar dinheiro fácil. Jamais haverá PAZ NA TERRA, através dos planos de governo, comandados pelas mãos dos homens pecadores e distantes de Deus.

    O PLANETA TERRA ESTÁ UM CAOS, PORQUE O HOMEM DEU OUVIDOS À VOZ DE SATANÁS!
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    SÓ JESUS CRISTO PODE TRANSFORMAR O CORAÇÃO DO HOMEM E DA MULHER…NÃO EXISTE OUTRO MÉTODO. SÓ JESUS CRISTO É A SOLUÇÃO!
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    “É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem”.

    “É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes”.

    Salmos 118:8,9
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    _______________________________________________

    * JUNIOR OMNI – 2015

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