A campanha eleitoral pós levante de junho 2013

Milhares de cartazes foram colados nas ruas de Fortaleza/Ceará.

Milhares de cartazes foram colados nas ruas de Fortaleza/Ceará.

O levante de junho expressou uma quebra, uma rachadura no sistema quando os órgãos de controle de massa como mídia burguesa, polícia e demais instituições burguesas (incluindo partidos burgueses) não conseguiram controlar as massas populares. As eleições são um ajuste no sistema, e portanto é o momento onde o sistema se acerta, se calibra e segue seu processo de dominação de classe. Assim as eleições fazem parte do sistema de dominação burguesa, como forma de fortalecimento e reprodução do estatismo.

A negação as eleições burguesas sempre foi algo presente entre os proletários pois sempre souberam que as mudanças são feitas através das lutas econômicas do povo, portanto sempre houve um número relativamente alto de votos nulos, branco e abstenções.

Neste ano, os números mostram do TSE mostram que no primeiro turno Dilma ficou em primeiro lugar, com 43.267.668 votos (30,29%). Em segundo lugar ficou os votos nulos, brancos e abstenções com 38.798.244 votos (27,17%), em terceiro o tucano Aécio Neves, com 34.897.211 (24,43%), quase 4 milhões de votos atrás dos votos nulos, brancos e abstenções. E Marina Silva fez 22.176.619 votos (15,53%), terminando em 4º lugar, quase 17 milhões de votos atrás das abstenções, nulos e brancos.

A campanha Não Vote, Lute! em várias cidades e estados foi a tentativa de organizar os lutadores que foram as ruas em Junho contra as politicas neoliberais e de conciliação de classes do governo Dilma. Fizemos um chamado para a construção de comitês da campanha Não Vote, Lute! Em várias cidades foram feitas agitações de rua como em Fortaleza e Caucaia no Ceará, Salvador-BA, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Distrito Federal, Florianópolis-SC, Belém-PA, dentre diversas outras cidades, com pintura de muros, colagens de cartazes, panfletagens, sarais culturais na periferia, shows de Rap, Reggae e musica popular nas periferias, e até manifestações públicas.

O reformismo paragovernista sai enfraquecido após o levante de junho e acreditava que no processo eleitoral se fortaleceria, mas não saíram da margem do 1% apesar de terem aumentado sua votação. Demonstra a hegemonia governista (PT/PCdoB) no movimento de massas pois como afirmamos no nosso comunicado nº 36 os partidos reformistas de origem sindical e popular podem vencer os pleitos quando aparelham eleitoralmente organismos da classe, sindicatos e movimentos sociais.

Passado as eleições, o setor social democrata da luta de classes (PT, PCdoB, PCB, PSOL, PSTU e os movimentos que os mesmos dirigem) saiu em combate às campanhas realizadas contra as eleições, pelo voto nulo, pela abstenção, ou pela campanha NÃO VOTE, LUTE!. Esses setores estatistas da luta de classes esquecem que o sufrágio é um dos elementos de dominação de classe pois é parte integrante do Estado burguês.

Afirmamos no jornal Causa do Povo n. 70 que ” o bloco governista (PT/PCdoB) vem implementando todas as medidas neoliberais e anti-povo da direita ruralista e das frações da burguesia brasileira que FHC/PSDB não conseguiu.”

pintura-antieleitoral

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