O expansionismo sionista e a luta pela libertação palestina

intifada2A região da Palestina desde os séculos XIX e XX sofrem com a cobiça do imperialismo europeu e norte-americano. Com o fim da 1º Primeira Guerra Mundial e a dissolução do Império Turco Otomano o controle da região passou para as mãos da Inglaterra. O expansionismo sionista e seu poder político junto as potências imperialistas levaram, com o término da 2ª Guerra Mundial, no âmbito da ONU, em 1947, a criação do Estado Israelense, provocando inúmeros conflitos e a contínua invasão da Palestina.

Em 1948, quando se completou a retirada das tropas britânicas, eclodiu uma grande guerra entre o recém Estado e os palestinos, que receberam apoio da Liga Árabe. Com maior poderio bélico, Israel rechaçou as forças árabes, fixou novas fronteiras e expandiu seu território, além de subjugar as áreas árabes ao controle da Jordânia e Egito. Em 1967, houve o cume do expansionismo israelense, na Guerra dos Seis Dias, conquistando a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, Colinas de Golã e a península do Sinai. Após tais conquistas, Israel implantou suas colônias, configurando a política de povoamento sionista.

A ofensiva do Estado de Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza em 2014 durou entorno de seis semanas. Contou com pesados ataques aéreos, terrestres e marítimos. Contabilizou, aproximadamente, 2.136 palestinos e 64 soldados israelenses mortos desde o dia 8 de julho de 2014. Grande parte dos alvos foram civis palestinos, inclusive escolas que abrigavam refugiados. Um genocídio ao povo palestino! Para mais, a região sofre com o bloqueio imposto por Israel e Egito. Há escassez de água potável, comida e energia elétrica.

genocidio-sionista

Genocídio do povo palestino, consequência da política sionista.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, propôs o lançamento de “bomba atômica” em Gaza. Como seria inaceitável pelas leis dos organismos internacionais usar essas armas, bombardearam de forma brutal e indiscriminada, de modo que o máximo dano fosse gerado, talvez similar aos efeitos e estragos da bomba atômica.

O expansionismo sionista, que está sob um governo de extrema direita, conta com o grande apoio de países imperialistas, principalmente EUA que também fornece armas. Tal apoio é estratégico para tais forças, geopolítica e economicamente. Tem-se Síria, Líbano, Jordânia e Egito como vizinhos fronteiriços. Além de Iraque, Arábia Saudita, Irã como vizinhos próximos. Isso mostra como a região é importante e estratégica, tanto relacionado à oferta de matérias primas, como o petróleo, como uma região ainda mais instável devido aos reflexos da chamada “Primavera Árabe”.

Ocupação-israelense-na-palestina

O lado palestino conta com o grupo islâmico sunita fundamentalista Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), o Fatah (Nacionalista Laico), o grupo político que controla a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) e tem a maioria de representantes dentro da Autoridade Nacional Palestina (ANP) que conta com a participação de outros grupos políticos de orientação socialista, como Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP)

O FATAH e o HAMAS disputam a hegemonia popular. No entanto, principalmente desde começo dos anos 2000, o Hamas angariou mais simpatia e legitimidade por conta de sua intransigente defesa militar pelo fim do Estado de Israel e suas políticas de caráter assistencialistas, desenvolvida desde 1980. Já o líder do Fatah, Mahmoud Abbas, tem o apoio dos EUA e tem tentando a busca de acordos diplomáticos e diálogos em busca da paz na região junto à Israel.

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Leila Khaled, militante histórica e dirigente do Comitê Central da Frente Popular para Libertação da Palestina (FPLP).

Todavia, em um novo ensaio de aliança, em abril de 2014, o Hamas concordou com uma conciliação com o Fatah, tendo em vista seu isolamento com o golpe de estado militar no Egito e o isolamento da Irmandade Muçulmana e seu apoio as milícias islâmicas sunitas na Síria, perdendo apoio de Bashar al-Assad. Fato que concebeu um governo palestino de unidade nacional.

O que se tem é a convergência da resistência popular para tais propostas políticas estatistas, de base religiosa-conservadora, o Hamas, ou nacionalista-laica conciliatória, o Fatah. Porém, dentro da perspectiva socialista e revolucionária esses não se mostram como uma real alternativa de emancipação ao povo palestino. A experiência heroica de resistência do povo palestino deve ser louvada por todos os revolucionários, entretanto a autodeterminação dos povos não se realiza pela conformação de um Estado e o povo Palestino não vai se tornar independente das forças imperialistas. Será logo assimilado pelo sistema interestatal, dentro das perspectivas globais que se colocam hoje: o estado neoliberal ou teocrático.

Assim, é fundamental a conformação de uma organização classista e internacionalista com base no sindicalismo revolucionário que leve a causa palestina como causa da classe trabalhadora internacional, que unifique os trabalhadores na luta pela revolução social e na instauração do autogoverno dos trabalhadores.

Morte ao Estado de Israel e ao imperialismo!
Vitória a resistência do povo palestino!
Patriotas de todas as pátrias oprimidas!
Pela revolução e autogoverno dos trabalhadores!

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Faixa em estádio de futebol brasileiro em solidariedade ao povo palestino.

 

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