As eleições passam, e as máscaras (de novo) caem

Dilma indicou históricos inimigos da classe trabalhadora para chefiar seus ministérios, a exemplo da ruralista Kátia Abreu, do PMDB, no Ministério da Agricultura. Na foto, a presidente petista nomeia Joaquim Levy, ex-diretor do Banco Bradesco, para o Ministério da Fazenda.

Governo petista foi eleito com o discurso de combater a “elite”. Mas na prática só realizou medidas “antipopulares”. É de deixar qualquer “tucano” com inveja.


Nas eleições presidenciais de 2014 o discurso do PT, de seus intelectuais e simpatizantes era que a volta do PSDB na figura de Aécio Neves seria um retrocesso para a política brasileira. Alegavam que este partido representaria a volta da direita brasileira. Este discurso do PT não passa de uma mentira pra ganhar votos do povo.

Isto pode ser visto no mesmo dia em que Dilma era reeleita, que em seu discurso deixava clara a intenção de união com o PSDB e outros atores políticos da elite brasileira. Mas também nas primeiras medidas antipopulares de seu governo, ainda no fim do último mandato.

A composição ministerial não deixou dúvidas: desmanchou a ilusão daqueles que acreditaram no marketing político “progressista” da campanha petista. A indicação de Joaquim Levy, ex-diretor do banco Bradesco, para Ministro da Fazenda, revela a intenção de governar aos capitalistas.

Na verdade não existe a dualidade PSDB X PT. Ambos representam os interesses do grande empresariado e do desenvolvimento capitalista. O PT seguiu fielmente a cartilha neoliberal iniciada por FHC nos anos 1990. Privatizações disfarçadas como concessões, terceirizações e arrocho salarial continuam a afetar a classe trabalhadora. Além do mais, beneficiou o agronegócio em detrimento do campesinato.

Pra combater o “aperto”, só a luta!

As medidas antipopulares anunciadas na véspera do ano novo foram verdadeiros “presentes de grego” aos trabalhadores. Todas elas com objetivo de atender os interesses da classe dominante no contexto de piora econômica, tendo em vista diminuição do preço dos produtos primários. Isso atinge diretamente a arrecadação e o orçamento. Assim, o governo petista tira dos trabalhadores para dar aos patrões, mantendo a política de tributação que beneficia os capitalistas.

As medidas governistas deixam claro que as diferenças entre PT e PSDB são mínimas, assim como são poucas ou quase nenhuma as diferenças entre os partidos eleitoreiros. Todos trabalham para o capital e o Estado e sempre cortam o pescoço dos trabalhadores. A eleição burguesa é uma farsa. Ela é antagônica aos interesses do povo trabalhador. A saída para esta situação é a organização e a luta nos locais de estudo, trabalho e moradia e nas ruas!

As medidas que irão “apertar” o povo

A primeira medida do governo reeleito, já acordada antes das eleições, atacou fortemente os trabalhadores, como as novas regras do seguro-desemprego. Essas regras dificultam o acesso ao benefício conquistado pela histórica luta dos trabalhadores. Sob o argumento de controlar fraudes o governo petista endurece as regras, em vez de combater a alta rotatividade dos trabalhos formais. Se antes o trabalhador precisava de 6 meses de trabalho para adquirir o benefício, agora necessita de 18 meses de trabalho comprovados para receber o seguro. Assim beneficia-se não somente o Estado, como também os empresários que podem demitir os seus empregados antes do prazo. Esta medida estimula ainda mais a terceirização de mão-de-obra e os contratos mais curtos de trabalho.

Além do seguro-desemprego, o governo Dilma anunciou mudanças na pensão em caso de morte, auxílio doenças e no seguro-desemprego para o pescador artesanal. No que se refere ao seguro do pescador artesanal, que é aquele recebido em épocas onde a pesca é proibida, já que os peixes estão em período de reprodução. Este benefício que é de apenas um salário mínimo, agora será concedido apenas aos pescadores que exercem esta atividade de forma exclusiva há mais de três anos. E se o trabalhador recebe outro benefício, agora terá que escolher com qual ficar.

Além destas medidas situadas no âmbito trabalhista, o governo petista anuncia aumento do preço do diesel, aumento na conta de luz etc. A inflação acumulada é de 7,14%, superando o teto previsto pelo próprio governo. Sem contar sua complacência com prefeitos e governadores que iniciaram suas gestões com aumentos abusivos das passagens de ônibus, metros, trens e barcas. Os trabalhadores estão sentindo no bolso e no dia-a-dia o aumento do custo de vida.

Eleição é farsa! Não vote, Lute!

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Artigo publicado no Causa do Povo nº 71. Leia a edição completa CLICANDO AQUI.

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