As passagens de ônibus aumentam em todo Brasil e o povo sai às ruas!

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No Rio, protesto da FIP vincula aumento de tarifa e liberdade aos presos políticos.

Nas eleições, PT e PCdoB fazem campanha. Depois de eleitos, seus militantes fingem não ter responsabilidade pelos aumentos. É preciso combater os governistas para combater os aumentos. 


Em várias cidades do Brasil estouram manifestações contra o aumento das passagens. A Ação Direta volta a ser vista nas manifestações através de fechamento de ruas e avenidas, assembleias e plenárias de Fóruns de lutas e resistência contra a repressão militar. No entanto essa tática vem encontrando adversários e inimigos.

Fortaleza

Em Fortaleza-CE o aumento das passagens foi de R$ 0,20, agora custando R$ 2,40. Após o reajuste, algumas correntes políticas chamaram cada uma sua própria manifestação sem realizar plenárias de organização. Assim demonstram que já estava tudo definido nas reuniões de gabinetes de seus partidos e que sequer buscam construir a luta pelas bases. Isso ocorreu com grupos governistas, como o Levante Popular da Juventude (LPJ), e paragovernistas, como o PSOL, PSTU, PCB e outras. Diferentemente, o Fórum Permanente pelo Passe Livre (FPL) organizou uma ampla plenária com dezenas de estudantes e trabalhadores para definir os rumos da luta contra o aumento, tirando mobilizações em escolas e terminais de ônibus.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro-RJ o reajuste foi de R$ 0,40 nos ônibus, além de aumento nas barcas e trens, foi autorizado pelo prefeito Eduardo Pães (PMDB), aliado do PT. O Movimento Passe Livre (MPL) organizou plenárias onde apareceram todo tipo de oportunismo governista, desde o LPJ ao próprio PT. Aqueles que nas eleições chamaram votos aos aliados do PT, que agora aumentam as tarifas, hoje estão dizendo lutar contra este aumento. São estelionatários! Correntes antigovernistas propuseram a expulsão destes estelionatários, mas inexplicavelmente o MPL-RJ defendeu o governismo no movimento de massas. Brigou pela participação de “todos que querem lutar contra o aumento”. Esta postura não se dá conta de que os grupos governistas atuam para neutralizar os setores combativos, inclusive entregando-os à repressão, e disputar os rumos do movimento com métodos de conciliação. No fim das contas, reforçam as ilusões eleitoreiras, que serão responsáveis pelos aumentos de tarifa.

São Paulo

Em São Paulo-SP, governado por Alckmin (PSDB) e que tem Haddad (PT) na prefeitura, o reajuste foi de R$ 0,50 e a situação é parecida. Apesar do MPL-SP puxar manifestações nas periferias, a participação dos governistas permanece. As plenárias que o MPL-SP chama são para apenas consultar acerca do percurso dos protestos e não para decidir a política, a organização e os rumos da luta contra o aumento o que vem gerando descontentamento de setores antigovernistas.

Tarifa Zero no transporte

Nacionalmente o Movimento Passe Livre (MPL) defende o projeto Tarifa Zero, usando como referência a experiência do governo Erundina (PT) em SP que concedeu passe livre para toda a população no transporte público. A experiência na década de 90 não eliminou as máfias de transporte, que continuaram sendo financiadas integralmente pelo estado através de subsídios vindos dos impostos. Além disso, um conselho do transporte era formado entre empresários, trabalhadores, técnicos e sociedade civil, uma conciliação de classes e que sequer geria o transporte, mas era um espaço apenas consultivo.

Hoje, é preciso lutar contra o aumento das passagens, pela abertura das planilhas de custo das empresas, pela ampliação do passe livre até chegar a tarifa zero, porém com a linha correta: nenhum subsídio público às empresas e nenhuma ilusão no governismo. Este vem tentando redisputar os rumos dos movimentos e ganhar respaldo eleitoral. Afinal, o Levante de junho/2013 provou que PT/PCdoB não tem mais influência na nova geração combativa que se cria. E para o governismo continuar existindo irão buscar aparelhar e “fazer média” junto aos movimentos de juventude para reeditar a velha ilusão eleitoreira.

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Artigo publicado no Causa do Povo nº 71. Leia a edição completa CLICANDO AQUI.

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