Os presos políticos do PT

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Força Nacional, enviada pelo Governo Federal, reprime marcha contra o Leilão de Libra no Rio – outubro de 2013.

Os pedidos de impeachment de Dilma são usados pelo PT para esconder a sua repressão contra os movimentos sociais. Enquanto se diz vítima de “golpismo”, PT militariza e judicializa as lutas populares.


Passado a farra do espetáculo democrático, marcado pela falsa polarização entre uma campanha de um governo para os ricos e outra para os pobres, o PT de Dilma mostra sua verdadeira cara.

O corte de direitos sociais pelo ministério da Fazenda de Joaquim Levy (pensões, seguro-defeso etc.), o apoio ao latifúndio/agronegócio sob chefia do Ministério da Agricultura de Kátia Abreu, a Reforma do Ensino Médio do Ministério da Educação de Cid Gomes: estas medidas em conjunto com a militarização da política e a criminalização dos movimentos sociais são os traços mais marcantes do novo governo.

No Brasil, a ditadura contra o povo continua

O documento Lei e Ordem, lançado ano passado (2014), feito pelas forças armadas e aprovadas pelo Ministério da Defesa de Dilma, coloca os movimentos sociais como inimigos internos do Estado. Este documento recupera a Lei de Segurança Nacional, um dispositivo criado na Ditadura-Civil Militar instalada em 64 afim de garantir um Estado de exceção caso ocorra protestos no Brasil.

Esses elementos em conjunto com a militarização dos morros cariocas pelo exército, a atuação da Força Nacional, a integração das polícias etc. demonstram o laço de continuidade que liga o regime militar até a gestão do PT/PMDB. Ao contrário da maior parte dos países Cone Sul, que conseguiu punir seus torturadores, a gestão de Dilma pretendeu uma “reconciliação nacional” entre torturados e torturadores.

A falsa Comissão da Verdade foi incapaz de levar a cabo esse processo restringindo-se a um mero denuncismo. Enquanto isso, politicamente o governo segue dando respostas militares as oposições politicas contestatórias que vem das ruas. A Lei da Anistia que defende os torturadores já foi condenada até por organismos imperialistas como OEA (Organização dos Estados Americanos) como lei que quebra os princípios dos direitos básicos da humanidade.

A omissão também é uma política

É nesse cenário que Igor Mendes e mais 22 ativistas foram presos ou respondem processo político no Rio de Janeiro. Duas companheiras encontram-se foragidas. Igor foi detido na véspera da final da Copa do Mundo no Rio. Ele foi preso após participar de uma atividade cultural que supostamente quebrou seu regime cautelar que o impedia de participar de atos políticos.

Assim como Igor, em Porto Alegre o militante Vicente foi preso por protestar contra o aumento de tarifas. O crime de Igor Mendes e de Vicente foi de lutar contra os gastos da Copa e defender direitos sociais como passe-livre. Mas o que impressiona nesses processos não é o continuísmo da Ditadura militar ao PT, mas o silêncio de todo reformismo nesse processo (Psol, PSTU, PCB, CAB).

A omissão desses setores é uma posição política concreta. Sua oposição parlamentar moderada se transforma em cauda moderada do governismo por reproduzir programas, práticas e métodos na luta político-social. Por isso denominamos esses setores de para-governistas.

Se a prisão de Igor é a expressão do PT de criminalização presente e futura nos movimentos sociais, a omissão para-governista é a expressão máxima da conivência política. A omissão frente aos presos políticos é a extensão do petismo nos movimentos de base e adequação a lógica parlamentar burguesa.

Golpe da direita? Hoje, a luta é contra o fascismo do PT

A alternativa para a classe trabalhadora segue sendo manter uma política de independência de classe frente a proposta de colaboração com o PT. A aliança com a burguesia sempre será uma arma apontada contra a classe trabalhadora.

O discurso do PT de combate ao “golpismo da direita” é uma cortina de fumaça que esconde sua própria prática.  Aproveita-se dos isolados gritos de impeachment para girar centrais sindicais, partidos e grupos em sua defesa, enquanto aplica o ajuste fiscal.

Pois se o “golpismo fascista” significa desenvolver a militarização da política, hoje o que existe de mais próximo de fascismo no Brasil é o próprio PT, que reedita leis da ditadura, prende manifestantes e mata pobres nos campos e favelas.

***

Artigo publicado no Causa do Povo nº 71. Leia a edição completa CLICANDO AQUI.

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2 respostas para Os presos políticos do PT

  1. Esse post é mentiroso! E bem mentiroso!

  2. Artur Marques disse:

    explique-se, Márcia, estou curioso.

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