Avançar a luta no campo por terra e liberdade!

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Durante II Mobilização Indígena realizado em Brasília, indígena aponta “sugestivamente” sua flecha ao alvo inimigo das demarcações de terra – maio de 2014.

O “sucesso” da economia brasileira dependeu bastante da exploração do campo. Mas este processo afeta comunidades indígenas, camponesas e populações ribeirinhas. Diante da “crise hídrica” e fiscal, a expectativa é de mais exploração do setor.


Os próximos anos não devem ser nada diferentes em relação a luta por terra e liberdade. O atual governo (PT-PMDB) se mantém ao lado do agronegócio (corporações e setores agroexportadores diretamente coligados, usineiros, empresários do ramo de celulose, laticínios e frigoríficos) e das grandes empresas de exploração mineral. De norte a sul a repressão contra os camponeses, indígenas e quilombolas deve continuar. O assassinato de lideranças do campo é uma realidade.

A implementação dos projetos de irrigação para o agronegócio, expansão do gado, da cana, da soja, de hidroelétricas, como a Usina de Tapajós, e novas minas devem continuar a todo vapor. Isso continuará afetando os povos do campo. A PEC-215 (que busca atacar os territórios indígenas) acaba de ser desarquivada na Câmara. Tudo isso regulamentado sobre o nefasto Código Florestal aprovado no governo anterior.

A chamada “crise hídrica” é só um capítulo da luta pela água entre os grandes capitalistas e os trabalhadores do campo e da cidade. No campo, a irrigação para o agronegócio e a exportação de gado são os maiores responsáveis pelo consumo de água e pela destruição de mananciais, nascentes e florestas de norte a sul do país. Os desertos verdes de Eucaliptos, que no Espirito Santo já afetam há anos os povos indígenas, e a poluição da água por agrotóxico impactam povos terenas, guaranis-kaiowa, os povos do xingu, camponeses em Goiás e por todo o país.

A luta pela terra se coloca como ponto fundamental. O Governo Dilma homologou apenas a criação de 11 terras indígenas. O menor número desde a ditadura empresarial-militar de 64. A destruição e precarização da FUNAI e IBAMA são marcas do governo PT-PMDB. Está em pauta na Câmara, na Comissão Especial, o substitutivo ao Projeto de Lei 1610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas. O que está em jogo aqui é o interesse agroextrativista exportador.

O sucesso do crescimento econômico brasileiro esteve diretamente associado ao alto preço das commodities no mercado internacional, que favoreceram as exportações brasileiras. Tal situação elevou o peso deste setor no PIB e na economia brasileira, fruto dos ajustes neoliberais feitos pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/DEM). Hoje o setor representa 36% das exportações brasileiras. Explorar o campo continuará sendo a grande opção do governo Dilma. Assim, a luta será uma necessidade!

Acabar com a conciliação é retomar a ação direta no campo!

Para avançar na luta dos trabalhadores no campo hoje, é preciso denunciar a conciliação das direções dos movimentos de luta pela terra e das Centrais e confederações sindicais. Também é necessário criar e organizar oposições de luta, retomando as bandeiras de luta pela terra; por emprego, piso e aumento salarial nacional para todos os trabalhadores rurais; e pela destruição do latifúndio. Combater qualquer tipo de aliança com o setor patronal, como tem feito sindicatos e centrais, é o dever das oposições e militantes classistas e combativos.

Para isso, é fundamental organizar nossa autodefesa e retomar as ocupações de terras e dos prédios do governo; os saques de alimentos e remédios. Caso contrário, veremos companheiros caírem mortos pela ação do agronegócio, hoje representado pela CNA, e pela omissão dos seguidos governos. Ontem de Fernando Henrique e Lula. Hoje de Dilma Rousseff-Michel Temer (PT-PMDB).

Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de luta!

Viva Aliança Operária-Estudantil-Camponesa!

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Artigo publicado no Causa do Povo nº 71. Leia a edição completa CLICANDO AQUI.

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