CUBA: Novo espaço para o imperialismo no Caribe

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A aproximação de Cuba com os EUA significa aprofundar o regime capitalista na ilha.


Em dezembro de 2014 os presidentes de Cuba e Estados Unidos anunciaram uma reaproximação diplomática, acenando para uma futura revogação do bloqueio econômico imposto à ilha desde 1962. Embora o bloqueio permaneça, a notícia foi recebida com entusiasmo pela imprensa internacional, como se fosse uma espécie de solução mágica para os problemas do povo cubano.

Na realidade, o mais sensato é considerar que essa reaproximação se trata de um novo espaço de atuação do imperialismo estadunidense na América Latina, tendo em vista o fracasso do bloqueio.

A colaboração econômica entre os dois países serão traduzidos em um pacto de desenvolvimento dependente. Este pacto pode favorecer setores da burocracia cubana e a burguesia internacional, através da exportação de capitais dos países do centro para Cuba pela superexploração do trabalho cubano, convertendo Cuba em semiperiferia do capitalismo.

Como em outras regiões que contaram com “ajuda” financeira dos países centrais, Cuba será pressionada a abrir sua economia para o capital em outros setores para além do turismo.

Cuba precisa de uma nova Revolução

Neste sentido, a classe trabalhadora cubana terá de travar uma luta contra setores da burocracia estatal que apostam num desenvolvimento nacional associado ao capital internacional.

A experiência da revolução cubana, através da burocratização, centralização e da degeneração, reafirma a tendência do marxismo revolucionário de reintegração ao sistema interestatal capitalista depois das revoluções.

Até aqui as dificuldades do povo cubano eram quase inteiramente creditadas ao bloqueio econômico. Mas a partir de agora poderão ser justificadas como o preço da superação desse mesmo bloqueio. Como sempre, a classe trabalhadora é quem paga o preço da estagnação ou do desenvolvimento.

A resposta correta da classe trabalhadora será a auto-organização para resistir ao ressurgimento da exploração. É preciso exigir a recomposição das suas condições de vida para construção do autogoverno dos trabalhadores, inclusive na organização produtiva do país. Neste sentido, é fundamental o retorno da política internacionalista que marcaram os primeiros anos da revolução, bem como a solidariedade do proletariado internacional ao povo cubano.

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Artigo publicado no Causa do Povo nº 71. Leia a edição completa CLICANDO AQUI.

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