A UNIPA repudia as agressões ocorridas contra a FIP na UERJ

Estado da sala da reunião depois do linchamento

A União Popular Anarquista (UNIPA) repudia o espancamento provocado por dezenas de militantes do PSTU, inclusive dirigentes do partido no Rio de Janeiro, contra 6 militantes da Frente Independente Popular (FIP) no 9º andar da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), na noite do último dia 16/04. Os agressores espancaram os seis militantes presentes ferindo-os gravemente com socos, pontapés e arremessando cadeiras. Os companheiros foram hospitalizados e uma jovem secundarista foi gravemente agredida pelos dirigentes do PSTU-RJ. Como resultado a jovem estudante ficou com vários hematomas no rosto. As mochilas de dois ativistas e um celular foram furtados da sala onde os agredidos se encontravam.

A Nota do PSTU-Rio só confirma a ação tentando justificar o injustificável. A nota é lamentável e confirma o linchamento, o ataque premeditado a uma reunião da comissão da FIP-RJ, o revanchismo e o ganguismo contra o MEPR que acabou nas agressões aos militantes da FIP. O fato de suas posições serem hostilizadas em assembleia não justificam esses ataques. As posições burocráticas e policialescas que a direção partidária resolveu trilhar não são novas. Em 11 de julho de 2013 nada falou sobre a agressão contra militantes anarquistas, black blocs e marxistas revolucionários promovidos pelos bate-paus das centrais. Sem contar sua denúncia que fez contra a FIP na Polícia e a constante criminalização de anarquistas em seus materiais de propaganda.

Não bastasse isso tudo, invadiram uma reunião da comissão da FIP e ainda revidaram uma suposta acusação de machismo decorrentes dos embates na assembleia com um linchamento contra uma adolescente de 16 anos. Divergências políticas e supostas práticas autoritárias não se combate com ataque, linchamento e violação de uma reunião de comissão da FIP-RJ. Ataque premeditado e linchamento não é legítima defesa. Não se combate o suposto “sectarismo”, que tanto acusam, com ganguismo e com mais sectarismo ideológico – tal como, por exemplo, justificar a agressão alegando que as vítimas são “maoístas” ou “stalinistas”.

Além disso, esse ataque é um desserviço à luta pela liberdade e anulação do processo dos 23 militantes. A DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática) já esteve na UERJ na sexta feita. O que quer a direção partidária do PSTU-RJ? Esses velhos métodos são um desserviço para a luta popular e só demonstra que o partido resolveu trilhar o caminho da burocracia sindical e da traição da luta popular. Essa atitude só contribui para a repressão e a criminalização dos movimentos populares.

Manifestamos nosso mais veemente repúdio a esse partido e suas práticas covardes, policialecas e burocráticas.

Toda Solidariedade aos Companheiros Agredidos, a FIP e as organizações que a Compõem!
Anarquismo é Luta! Ousar Lutar, Ousar Vencer!

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