Não Há Unidade com a Burocracia Sindical! Construir a Greve Geral pela Base!

Como a UNIPA tem afirmado, a forma como as paralisações nacionais vem sendo puxadas nos últimos anos, pelos menos desde o segundo mandato do governo Lula (PT-PMDB) em nada contribui para: o fortalecimento da resistência dos trabalhadores contra as medidas pró-capital e para destruição da burocracia sindical. Muito pelo contrário, a maioria dos sindicatos é hoje um empecilho na luta.

A massa de proletários dos grandes centros urbanos que foram as ruas em junho de 2013 se libertaram dessas amarras da burocracia sindical. A paralisação acordada entre CSP-Conlutas, Intersindical, CTB, CUT, UGT e NCST para o dia 29 de maio não foge a essa regra. Assim como foram todas anteriores. Pelo contrário, são tentativas das burocracias de mostrar que o trem que está parado ainda anda.

Paralisação do dia 29 de maio

A paralisação do dia 29 de maio está sendo construída conjuntamente com setores governistas, isto é, CUT e CTB. Isto é um problema na medida em que estas centrais ao longo dos 12 anos de governo PT vêm sistematicamente desmobilizando as categorias em prol do governo. Um exemplo disto pode ser visto através do PL 4330 (agora PLC30/2015 no senado) que é o projeto de lei das terceirizações. Tal projeto está no congresso há mais de 10 anos e estas centrais abandonaram a luta para tentar barrá-la via negociação no parlamento. Em 2011 já havíamos destacado isso.

Ao mesmo tempo que as centrais faziam um “ante-projeto” junto ao Ministério do Trabalho, as terceirizações continuaram acontecendo, principalmente no serviço público da saúde, cultura e educação. O número de terceirizados subiu de 1,8 milhão no governo FHC (PSDB, DEM [ex-PFL], PPS e PMDB) para 12,7 milhões em 2013, já no final do terceiro mandato petista. Tucanos e petistas avançaram a terceirização.

Aqui também não podemos esquecer-nos da crítica aos setores paragovernistas (PSOL e PSTU), que nos sindicatos que dirigem nunca propuseram ou no máximo secundarizaram uma política para os terceirizados, deixando estes nas mãos de sindicatos pelegos e mafiosos.

Nesse sentido, uma paralisação nacional ou mesmo uma greve geral com participação das centrais governistas só pode acontecer de fato se estes abandonarem seus cargos no governo, como na participação de conselhos, de fato romperem com o governo Dilma (PT-PcdoB-PMDB) e democratizarem as instâncias sindicais. Caso contrário não há unidade.

Greve Geral pela cúpula?

Militantes sindicais de base agitando a construção da greve geral

Além da unidade entre paragovernismo e governismo, existe outro elemento que torna essa paralisação uma farsa: a sua convocação via deliberação de cúpula através de reunião fechada com os dirigentes das centrais envolvidas, sem a participação das bases.

Podemos exemplificar este cenário através da prática do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ), onde no dia 7 de maio em uma reunião de direção foi deliberada a participação da categoria na paralisação sem nenhuma consulta as bases e muito menos encaminhando assembleias locais da categoria e uma assembleia geral para construir a luta.

Ou seja, que paralisação é esta onde a base não participa? Que a base é impedida de participar das decisões. É uma vergonha a CSP-Conlutas se aliar a centrais, como a UGT, que em conluio com Eduardo Paes demite diversos garis por terem ousado lutar no Rio de Janeiro.

Na educação federal os esforços para construção de uma greve unificada da educação como propulsores de uma greve geral foram negadas em Congresso. Isto ocorreu no caso do ANDES. São militantes de base e de oposição as direções que tentam encaminhar uma verdadeira mobilização pela base em defesa da educação pública.

Nesse sentido, esta paralisação do dia 29 de maio caminha para mais uma paralisação “telecat”, onde se finge que luta, mas na prática é tudo mentira.

Assim, a tarefa dos anarquistas e setores revolucionários do movimento sindical, popular e estudantil consiste em intensificar o trabalho de construção de comitês de mobilização por local de trabalho, estudo e moradia, apoiar e impulsionar a auto-organização da classe para construção de uma greve geral pela base contra o militarismo, as terceirizações, o ajuste fiscal, a perda de direitos, a criminalização dos movimentos sociais, pela extinção do processo contra os 23 e pela libertação imediata de todos os presos políticos do Brasil.

Construir o Sindicalismo Revolucionário!
Construir a greve geral pela base!
Abaixo a Burocracia Sindical!
Abaixo o governismo!
Todo poder ao povo!

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