MÉXICO: Massas populares boicotam farsa eleitoral e exigem justiça pelos 43 desaparecidos

Publicado no Causa do Povo nº 72, jun/jul 2015

Protestos no México (jun/2015)

Protestos no México (jun/2015)

Diferente do Brasil, no México sindicatos puxaram uma campanha ativa de boicote eleitoral. Praças e ruas foram tomadas, urnas foram queimadas, rádios foram ocupadas.


O desaparecimento dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa (Iguala, estado de Guerrero/México) no mês de setembro de 2014, sequestrados pelo narcotráfico em conluio com a polícia e políticos locais, foi o estopim para a revolta do povo mexicano.

A luta se intensificou nas últimas semanas em meio ao processo eleitoral legislativo e estadual (para deputados federais, governadores, prefeitos e legislativo federal) que ocorreu no dia 07 de junho. Os partidos saíram em busca de voto, propagando suas mentiras, mas o que encontraram foi a dor e a revolta popular.

Ação direta contra as eleições

Há alguns dias das eleições, as praças e ruas foram tomadas em diversas cidades do país, urnas foram queimadas, rádios foram ocupadas, e uma greve nacional de professores foi convoca pela CNTE (Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação) em repúdio ao processo eleitoral e contra a “Reforma da Educação”.

Nos estados de Oaxaca, Guerrero, Chiapas, Nuevo Leon, dentre outras localidades, uma ampla campanha de boicote eleitoral foi construída pelo movimento sindical e popular combativo.

Em Oaxaca a “Seção 22” do sindicato dos professores foi um organismo difusor de protestos que colocaram fogo na sede dos partidos eleitorais (PRI, PAN, PRD) e nas urnas de cerca de 40 cartórios eleitorais.

Em Chiapas 18 urnas foram queimadas em diversos municípios. No povoado de Tixtla (Guerrero) as eleições foram canceladas depois que familiares dos 43 desaparecidos e manifestantes impediram a instalação de 20 seções eleitorais das 54 previstas.

A luta deve continuar e avançar

Apesar da dura luta travada, as eleições não foram impedidas. O partido governista (PRI) saiu vitorioso eleitoralmente, mas sem a “representatividade” que o Estado democrático-burguês tanto busca.

A luta da classe trabalhadora mexicana está no caminho certo ao se desprender das ilusões parlamentares, e está certa quando demonstra que não basta ser independente do Estado e dos partidos da ordem, é preciso combatê-los. E, principalmente: é necessário organizar a nossa classe para vencer o Estado e o Capital.

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s