VIA COMBATIVA | O Bakuninismo na Primeira Internacional dos Trabalhadores

Para contribuir na formação política militante, estaremos relançando todas às sextas-feiras no site da Unipa os artigos de Via Combativa – uma revista de teoria política anarquista. Acompanhe!

vc1a

UNIÃO POPULAR ANARQUISTA. O Bakuninismo na Primeira Internacional dos Trabalhadores. Via Combativa, Brasil, Nº 01, p. 3-6, maio de 2009.


O Bakuninismo na Primeira Internacional dos Trabalhadores

 

A Internacional e seus precursores

O século XIX foi marcado pela consolidação do capitalismo em todo o ocidente e por sua expansão pelo mundo. Assumindo novas formas, o sistema social capitalista deu origem ao imperialismo. A questão econômica sempre foi central, uma vez que tal sistema baseia-se na expropriação das massas trabalhadoras submetidas, principalmente nesse contexto, a uma nova disciplina de trabalho imposta pelo mercado. Contudo, e na mesma medida, emergiu na Europa como fruto desse mesmo processo histórico o movimento operário e popular, influenciado pelas idéias socialistas. Este movimento nasce, então, ligado ao tema da emancipação econômica dos trabalhadores explorados pelo capital.

A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT, Primeira Internacional) nasceu em um momento particular da história, em circunstância da afirmação dos trabalhadores frente ao fortalecimento do capitalismo. Entre os anos de 1863 e 1864, alguns operários tiveram a idéia de formar uma organização que congregasse todos os trabalhadores do mundo. Esse processo de criação se deu lentamente, a princípio por parte de alguns intelectuais e, depois, ganhando força através das ações dos próprios trabalhadores que perceberam na formação desse organismo a forma de lutar contra a opressão do capital. Os princípios socialistas daquela época formaram a base, o corpo ideológico, em certa medida, da Internacional.  Não havia ainda nessa época as denominações socialistas e comunistas tal qual as conhecemos hoje. “Socialista” em muitos países significava anarquista. É preciso compreender que o conceito “anarquismo”, na época da Primeira Internacional, se associava a uma determinada teoria política e a uma determinada estratégia prática, como veremos mais adiante.

Entretanto, a idéia desse tipo de associação não era nova em 1864. Já havia sido levantada por Flora Tristan em 1843. Em 1847, Marx e Engels já haviam lançado o chamamento “Proletários do mundo, uni-vos”, no Manifesto do Partido Comunista. Joseph Dejacque, junto com Ernest Coeuderoy, lançava em 1855 o programa de uma associação internacional.

Tolain - Líder dos “Proudhonistas de direita”

Tolain – Líder dos “Proudhonistas de direita”

 A Internacional histórica tem início a partir da visita de uma delegação operária francesa à Exposição Universal de Londres em 1862, quando se deu um primeiro contato com membros das uniões de comércio britânicas (Trade Unions). Em 22 de julho de 1863, as conversações continuaram entre sindicalistas ingleses e seis operários parisienses, Tolain e Perrachon que trabalhavam com bronze, os mecânicos Aubert e Murat, o pedreiro Cohadon e o camisei ro Bobal. A partir daí surge a idéia de uma convocação de um congresso internacional. Além dos grupos sindicalistas britânicos e das associações mútuas francesas, outros grupos, representando interesses diferentes, contribuíram para a fundação da AIT.

Todos os grupos apresentavam uma tendência de adquirir uma dimensão internacional. Isso nos leva a concluir que a propagada paternidade da AIT atribuída à Marx não possui dados objetivos que a comprovem historicamente. Este só aderiu à Internacional faltando poucos dias para o encontro de Saint-Martin’s Hall, em 28 de setembro de 1864. Só mais tarde é que Marx encabeçará a subcomissão para elaboração dos estatutos da AIT. Os sindicalistas britânicos, sob influência do trabalhismo inglês, e os operários franceses, de tendência socialista, serão os precursores da nova Associação que posteriormente também contará com trabalhadores influenciados pelo comunismo alemão, a base de apoio das propostas de Marx. A AIT sempre abrigou em seu interior matizes ideológicos diversos, como marxistas, liberais, antigos cartistas, tradeunionistas (defensores das uniões de comércio), proudhonianos e socialistas em geral.

Havia, porém, uma disparidade de critérios que obstaculizavam a criação de um organismo internacional. As Trade Unions por um lado não se caracterizavam precisamente por aspirações muito avançadas e os dois delegados italianos eram marcadamente mazzinianos, ou seja, políticos patriotas. Os franceses eram os que estavam à frente de verdadeiros sindicatos de trabalhadores, que lutavam por seu reconhecimento, pela melhoria de salários e das condições de trabalho; eram aqueles que tinham perspectiva revolucionária. Pela lógica do projeto que foi formulado, a sede do Conselho Geral da AIT deveria ficar na França, mas isso não foi possível devido às leis bonapartistas que proibiam as associações de mais de vinte membros. Por isso a sede escolhida foi Londres.

Neste primeiro momento da Internacional, as idéias mais aceitas eram também as mais radicais e vinham dos trabalhadores franceses proudhonianos, com seu federalismo e classismo. Marx, representante do comunismo alemão, nunca confiou muito no potencial da massa trabalhadora e afirmava não haver condições históricas para um congresso dos trabalhadores. Depois acaba se convencendo do contrário e passa a integrar a Internacional. Desde cedo, houve polêmica entre as delegações francesas e o pensamento marxista adotado pelas seções britânicas: para os franceses a emancipação econômica dos trabalhadores deveria subordinar todo o movimento político. Para os ingleses era o inverso. A princípio tais diferenças não pareciam fazer tanta diferença, mas passariam a ser o ponto central da polêmica entre Marx e Bakunin.

Marx e Bakunin, cujas disputas resumem em parte a história da Internacional, não estavam presentes em sua fundação. É vital, porém, ao analisarmos o surgimento da Primeira Internacional e os conflitos decorrentes, termos em mente que tais polêmicas não eram meramente internas, mas diziam respeito a concepções políticas fundamentais. Para tanto, torna-se necessário apreendermos as ações dos dois mais importantes protagonistas da Primeira Internacional, Mikhail Bakunin e Karl Marx.

 As divergências entre Bakunin e Marx

Gravura retratando a presença de Bakunin na Internacional

Gravura retratando a presença de Bakunin na Internacional

 Foi possível perceber a partir de 1868 a grande influência de Bakunin no seio da AIT em praticamente todas as sessões da Bélgica, Itália, Espanha, Suíça francesa e em parte da Inglaterra, França, Holanda, Áustria e Estados Unidos. Compunham o grupo de apoio a Marx a maioria dos membros do Conselho Geral, os social-democratas alemães do Partido de Eisenach e os austríacos. As bases de sustentação das posições de Marx estavam nas sessões da Suíça Germânica e nos Estados Unidos. Havia ainda algumas sessões isoladas na Inglaterra, Espanha e Portugal que o apoiavam, mas que eram insignificantes numericamente, segundo Droz, “eram quase fictícias” (DROZ, 1972).

Para Bakunin a exploração burguesa é sempre solidária, e assim também deve ser a luta dos trabalhadores contra tal exploração. Dessa forma, o objetivo da Internacional era organizar os trabalhadores contra o jugo da burguesia. Nos estatutos gerais da AIT lemos que a emancipação econômica dos trabalhadores é o grande objetivo ao qual se deve subordinar qualquer movimento político. A seção da Internacional em Genebra, da qual Bakunin era o principal representante, tinha em seus documentos a determinação de repelir qualquer ação política que não tivesse por objetivo imediato a vitória dos trabalhadores sobre o capital. A luta contra a exploração econômica não pode estar dissociada do fim imediato da opressão política. Uma das principais críticas que Bakunin fazia a Marx era a de que para este a conquista do poder de Estado era a condição prévia para a emancipação econômica do proletariado, ou seja, era possível haver socialismo sem liberdade, sob a existência da ditadura do Partido Comunista.

Ao subordinar a emancipação econômica à ação política, Marx já enunciava aquilo que mais tarde ficou explícito, mas que, no seio da Internacional, principalmente em seu Quarto Congresso (Basilea, em 1869), ainda não era posto de forma tão clara devido à grande influência do Bakuninismo no movimento operário. Daí decorrem o autoritarismo marxista e sua defesa intransigente da ditadura do proletariado e do Estado. Partindo deste princípio, para se chegar a sua emancipação econômica a classe trabalhadora poderia se subordinar aos domínios de uma aristocracia operária, de uma burocracia estatal, por exemplo. A máxima de que os fins justificam os meios também se aplica à ação marxista e é utilizada como justificativa para qualquer prática autoritária no interior dos movimentos populares pelos militantes marxistas, para os quais o Estado é necessário para garantir a emancipação dos trabalhadores, que se dá gradualmente ao longo da fase transição.

Mais tarde, a partir das manobras políticas de Marx, a Internacional transformou-se, segundo as decisões do Quinto Congresso de Haia, em 1872, em uma ferramenta para a conquista do poder. Neste mesmo Congresso se deu a expulsão de Bakunin. Porém, antes do Congresso, Marx convocou às pressas uma conferência do Conselho Geral em Londres, da qual poucos delegados puderam participar devido ao local de difícil acesso e à convocatória realizada sem obediência aos critérios necessários. O objetivo de Marx era fortalecer a autoridade do Conselho Geral, fazendo deste a cabeça da Internacional.

Uma das ações de Marx à frente do Conselho Geral foi lançar uma nota aos operários franceses para que se posicionassem contra qualquer tentativa de revolução, que ele chamava de prematura, referindo-se aos momentos que antecederam a Comuna de Paris, marco da luta dos trabalhadores em todo o mundo [1]. Bakunin, antevendo as manifestações de descontentamento do operariado francês, toma a Câmara Municipal de Lião, onde proclama a abolição do Estado. A insurreição prematura que Marx temia, no entanto, aconteceu em 18 de Março de 1871. Posteriormente, Marx cinicamente saldou a Comuna como um momento extremamente valioso para a classe operária [2].

A proposta de Marx de passagem do Conselho Geral para Nova York ganhou por 30 votos contra 14 e 12 abstenções. Várias delegações como a italiana não puderam comparecer. Somente as delegações que teriam que atravessar apenas o Canal da Mancha e os alemães, que, geograficamente, estavam próximos da cidade holandesa e que, ideologicamente, estavam próximos de Marx, compareceram. Havia ainda a impossibilidade de Bakunin chegar a Haia, em virtude do decreto de isolamento que pesava sobre ele na Bélgica, e a ausência da delegação francesa por causa das dificuldades pelas quais passavam as seções da Internacional na França após a Comuna.

Para Bakunin, era necessário que cada país tivesse o direito de seguir as tendências políticas que mais lhe agradassem. Diante dos impasses políticos, era fundamental que se preservasse a unidade na Internacional no campo da solidariedade econômica. Nenhuma teoria filosófica deveria ser a base ou condição oficial do Programa da Internacional, mas no seu seio tais questões poderiam ser discutidas e disputadas. Segundo Bakunin, era assim que então se criaria a grande política da Internacional, não emanando duma cabeça isolada, incapaz de abraçar as necessidades do proletariado, mas da ação livre, dos trabalhadores de todos os países.

Sua preocupação era com a possibilidade (que mais tarde se concretizou através de Marx) da formação de um grupo de indivíduos que tivesse por pretensão tornar-se a vontade dirigente e unificadora do movimento revolucionário e da organização econômica do proletariado. Bakunin sempre defendeu a liberdade, a ação livre dos trabalhadores, condenando coerentemente o pensamento único que Marx pretendia que reinasse na Internacional, que, ao contrário, não surgiria de nenhum grupo político específico, mas da solidariedade sincera dos operários no enfrentamento direto contra a opressão do capital.

Como já fora demonstrado, Bakunin defendia que as mais diversas posições políticas estivessem representadas na Internacional, desde que respeitassem seu Programa. De modo algum, como querem alguns pseudo-anarquistas, ele repelia o debate e a existência de partidos e organizações no interior da AIT, pois ele mesmo estava convicto da necessidade de uma organização especificamente anarquista que buscasse influenciar e orientar politicamente os organismos de massa. Marx, ao utilizar como argumento para sua expulsão a existência da Aliança, organização liderada por Bakunin, utilizou de artimanhas, alegando que o anarquista russo seria autoritário e agia infiltrado na AIT. É notório e já demostrado acima que Bakunin sempre condenou os autoritarismos, inclusive o marxista.

O que aqui denominamos bakuninismo não é uma invenção arbitrária e a-histórica, mas um resgate daquilo que já havia sido dito e praticado por Bakunin. Desse modo, o que defendemos encontra-se plenamente de acordo com as orientações de Bakunin, segundo o qual é crucial a existência de uma coletividade que deve preparar a revolução e dirigi-la, a partir de sua influência no movimento revolucionário de massas mais amplo, neste caso, a própria Internacional.

As manobras políticas e o desrespeito às instâncias de base da AIT passaram a caracterizar as ações de Marx e de seu grupo que logo perceberam no bakuninismo um obstáculo às suas pretensões políticas.

Foi no congresso de Basilea, ponto culminante da AIT, quando esta contava com 1 milhão de adesões, onde se acirraram as disputas entre o marxismo e o bakuninismo. Um caso exemplar foi o debate sobre a propriedade da terra. Havia concordância entre os bakuninistas e marxistas na deliberação de que a sociedade tinha o direito de abolir a propriedade individual da terra e fazer com que esta seja propriedade coletiva. A discordância surge no tema da herança. Garcia apresenta as posições de Bakunin e Eccarius no trecho que se segue:

Eccarius, membro do Conselho Geral e porta-voz de Marx na maioria dos congressos declarou que o desaparecimento da herança não podia ser ponto de partida para uma transformação social, mas sim uma consequência natural da apropriação coletiva dos meios de produção. (…) Bakunin fez um tremendo ataque ao direito de herança: “o direito de herança depois de haver sido a consequência natural da apropriação violenta das riquezas naturais e sociais passou a ser depois a base do Estado político, da família jurídica, que garantem e sanciona a propriedade individual. E acrescenta: a transformação da propriedade individual em propriedade coletiva encontrará grandes obstáculos entre o campesinato. Se depois de haver proclamado a liquidação social, a expropriação desses milhares de pequenos agricultores aconteceria necessariamente através da reação, e para submetê-los a revolução será necessário empregar contra eles a força, ou seja, a reação. Será necessário, pois, deixá-los possuidores de fato dessas parcelas de que são hoje proprietários. Mas, se não abolir o direito de herança, o que acontecerá? Transmitirão essas parcelas a seus filhos com a sanção do Estado, a título de propriedade. Pelo contrário, se proclamais a a liquidação política e jurídica do Estado, se se abolir o direito de herança o que acontecerá aos camponeses? Só possuirão de fato esta possessão, privada de toda sanção legal sem amparar-se na potência do Estado e se deixará transformar facilmente sob a pressão dos acontecimentos revolucionários”. (GARCIA, 1974)

A maioria dos votos foi para a proposta de Bakunin sobre a abolição da propriedade da terra, que foi vitoriosa e acabou sendo consensual, porém, não foi suficiente para que a proposta da abolição do direito de herança fosse aprovada. Mas ficou claro que Marx havia sofrido uma das piores derrotas de todos os tempos. E as idéias de Bakunin, mesmo após sua saída da AIT, continuaram influenciando o movimento operário.

As disputas entre Marx e Bakunin não devem ser encaradas como fruto de polêmicas pessoais, sem fundamento, ou como conflitos de ego. Os conflitos na Primeira Internacional devem ser compreendidos como fundamentais para aqueles que buscam atuar em qualquer campo político. Tornar explícitas tais questões é crucial para situar concretamente os que lutam pela revolução com liberdade e os que a desejam com a permanência de privilégios e de vanguardas iluminadas, ou seja, os que querem a revolução pela metade.

A avaliação de Bakunin sobre as divergências entre sua concepção e a de Marx era bastante lúcida como se percebe neste fragmento:

“Desde 1868, época da minha entrada na Internacional, organizei em Genebra uma cruzada contra o próprio princípio da autoridade e preguei a abolição dos estados, incluindo na mesma maldição esta chamada ditadura revolucionária que os jacobinos da Internacional, os discípulos de Marx, nos recomendam como um meio provisório absolutamente necessário, segundo eles pretendem. À consolidação e à organização da vitória do povo. (…) No congresso de Basiléia obtivemos uma vitória a que podemos chamar completa, não só sobre os proudhonianos doutrinários e pacíficos, os individualistas ou os socialistas-burgueses de Paris, mas ainda sobre os comunistas autoritários da escola de Marx. Aí está o que Marx nunca nos pode perdoar a razão de imediatamente depois deste congresso, ele e os seus terem começado contra nós uma guerra que não tende a mais nada senão à nossa completa demolição”. (DROZ, 1972. p. 147).

Mesmo na conferência de Londres em que Marx dá um golpe na AIT, em setembro de 1871, este contava com 13 representantes fiéis dos 23 presentes, desses, 4 eram opositores e os outros 6 foram convencidos por Marx diante da ausência de debate. A conferência com a presença de apenas 23 delegados suspendeu múltiplas decisões que visavam reforçar os laços entre Londres e as federações de diversos países, isso sob o argumento de reforçar a coesão da AIT. O número inexpressivo de delegados contrasta com o do congresso anterior, o de Basiléia, em 1869, autenticamente Internacional, que contou com a presença de 72 delegados: 27 franceses, 24 suíços, 10 alemães, 6 ingleses, 5 belgas, 2 austríacos, 2 italianos, 2 espanhóis, 1 americano. É neste congresso que as resoluções mais avançadas da AIT são tomadas (DROZ, 1972).

A cisão da AIT se consuma no congresso de Haia, em 1872, com a expulsão de Bakunin e a transferência do Conselho Geral para Nova Iorque. Em 15 de setembro de 1872, as federações italiana, espanhola, americana e francesa e a Jurassiana realizam um congresso extraordinário para dar prosseguimento à Internacional com sede em Londres. Mais tarde estes foram chamados de “anti-autoritários” ou de dissidentes pela historiografia oficial. Bakunin permaneceu nela até 1874, quando a deixou no final do mesmo ano em razão de sua saúde estar bastante debilitada e por concluir que já não valia mais a pena continuar atuando num agrupamento que mostrava claro esgotamento. O mesmo aconteceu com a Internacional cuja sede era Nova Iorque, que, na verdade, nunca chegou a existir efetivamente, sendo seu conselho geral dissolvido em 1876, na Conferência da Filadélfia.

____

NOTAS:

1 “A classe operária francesa está em circunstâncias extremamente difíceis. Toda a tentativa de derrubar o novo governo, no momento em que o inimigo quase bate às portas de Paris, seria uma loucura desesperada (…) Que calmamente, resolutamente os operários aproveitem a liberdade republicana para proceder metodicamente à sua organização de classe” – panfleto de 9 de setembro. (DROZ, 1972 p. 839).

2 “A Comuna era essencialmente um governo da classe operária (…), a forma política finalmente encontrada para permitir a realização da emancipação econômica do trabalho”. (DROZ, 1972 p. 840).

____

BIBLIOGRAFIA:

BAKUNIN, Mikhail. Estatismo e Anarquia. Editora Imaginário, São Paulo, 2003.

DROZ, Jacques. História Geral do Socialismo. Vol. 3 Livros Horizonte, Lisboa, 1972

GARCIA, Victor. La internacional obrera. Breve recuento historico del desarrollo de la Primera Internacional. 1974.

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s