Os Estados capitalistas europeus fecham suas portas aos trabalhadores imigrantes

Refugiados sírios entram em confronto com policiais na ilha grega de Kos, uma das rotas de imigração do norte da África e Oriente Médio.

Refugiados sírios entram em confronto com policiais na ilha grega de Kos, uma das rotas de imigração do norte da África e Oriente Médio.

A Europa é um “mundo livre” somente para os capitalistas e seus capitais pois negam receber imigrantes em suas fronteiras. Estes mesmos imigrantes que foram e são responsáveis pela força de trabalho, são “descartáveis” para o capital. O pior é que a origem das imigrações está na crise econômica e nas guerras imperialistas, de forte responsabilidade dos capitalistas da Europa.


Os Estados capitalistas europeus fecham suas portas aos trabalhadores imigrantes

A chamada crise imigratória que passa a Europa marca profundamente a era da “globalização”, e deixa claro que o chamando “mundo livre” só o é para os capitalistas e seus capitais.

Enquanto capitalistas de diversas nacionalidades, Russos, Indianos, Indonésios, Americanos, Catares, Sauditas, etc. tem liberdade irrestrita e utilizam seu capital em investimentos quase bilionários, como em clubes de futebol, movimentando bilhões sem serem importunados pelas autoridades estatais, as trabalhadoras e trabalhadores se arriscam em travessias pelo mediterrâneo e pelo leste europeu para chegar aos principais países da Europa.

Mais de 350 mil imigrantes atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro e mais de 2.600 morreram no mar quando tentavam chegar à Europa, conforme informe da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

São crianças, trabalhadoras e trabalhadores, comerciantes, camponesas e camponeses Sírios, Líbios, Iraquianos, Afegãos Eritreus, Nigerianos e Sérvios da província do Kosovo, além do povo romã (ciganas e ciganos) que formam o grande fluxo de imigrantes em direção ao centro do capitalismo em busca de uma vida melhor.

O imigrante é nosso amigo, o nosso inimigo é o capital

Os muros e a repressão se levantam contra esses imigrantes. A política de austeridade empobrece a classe trabalhadora e favorece o discurso xenófobo contra os imigrantes. No momento de crescimento econômico a mão de obras de magrebinos, turcos, asiáticos e latino-americanos foram essenciais. Agora, os Estados fecham suas portas.

Isto ocorre pois são força de trabalho descartáveis para o capital, morrendo afogados ou sufocados em caminhões. As medidas tomadas pelos Estados que destruíram em grande parte o lar onde viviam são muros para impedir a travessia das fronteiras.

As organizações populares do mundo, especialmente européias, devem combater a política xenófoba e fascista crescente na Europa através dos métodos da classe trabalhadora, especialmente a greve geral. A solidariedade deve ser mais do que palavras.

Os trabalhadores europeus não podem aceitar a violência contra os refugiados, seus irmãos trabalhadores. Muito menos os refugiados devem aceitar qualquer violência. Devem dar as mãos. Juntos formam uma grande força para combater os Estados e os capitalistas, os verdadeiros inimigos dos povos!

A crise econômica mundial e as guerras injustas na raíz da imigração

Em 2008 a crise econômica atingiu em cheio o centro do capitalismo, Estados Unidos e Europa. A receita de combate a crise só tem agravado a situação social dos trabalhadores e desempregados na Europa, principalmente em países como a Grécia, e favorecido a classe dominante européia, principalmente as empresas e bancos de origem alemã.

Por sua vez, entre 2007 e 2008 houve uma explosão nos preços dos alimentos que afetou fortemente os países do norte da África. Essa situação foi um dos componentes dos protestos que tomaram conta dos países da região. Somaram-se a isso diversas reivindicações por melhores condições de vida, trabalho e mais liberdade.

No entanto, o imperialismo Europeu, através da OTAN (liderados por França, Alemanha e Inglaterra), conjuntamente com o imperialismo estadunidense em conjunto com a Arábia Saudita e Israel aproveitaram para atacar os governos autoritários de origem pan-arabista.

Primeiro a Líbia que se transformou em um território dividido em uma luta fratricida entre diversos grupos e etnias depois que a OTAN atacou o país. Depois se envolveram nos sucessivos golpes de Estado no Egito. Apoiaram a guerra civil na Síria com financiamento de diversos grupos, desde liberais até islâmicos, contra o autocrático governo de Bashar-Al Assad, apoiado pela Rússia e China.

Além disso, são coresponsáveis pela atuação e expansão do Estado Islâmico (financiado pelos EUA para derrubar o governo sírio). Sem esquecer a destruição promovida no Iraque, dividido em três regiões entre Sunitas, Xiitas e Curdos pró-EUA do PDK (Partido Democrático do Curdistão) e UPK (União Patriótica do Curdistão) que formam o governo iraquiano e o Governo Regional do Curdistão. Além da guerra no Afeganistão.

Este conjunto de guerras imperialistas tem sido uma forte razão da atual onda imigratória.

Todo Solidariedade aos Refugiados! Greve Geral Contra as Medidas de Austeridade e Anti-Imigração!

*Texto publicado no Causa do Povo nº73 – Set/Out/Nov de 2015

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