A política do Estado e dos capitalistas para o povo negro no Brasil: guetificação, encarceramento e extermínio.

Nos últimos meses vieram a tona na mídia burguesa a rotina das favelas e periferias do Brasil: o assassinato do povo negro. Em São Paulo a Chacina de Osasco e Barueri e Carapicuíba. No Rio de Janeiro mais uma morte de uma criança, nesse caso: Cristian Soares da Silva, de 12 anos. Chacinas e mortes de criança é, infelizmente, a rotina das trabalhadoras e trabalhadores das favelas e periferias. Baixada, Vigário Geral, Borel, Maré, Alemão e Acari são aquelas mais conhecidas.

A guetificação do povo pobre

O projeto para a população negra brasileira é a guetificação, o encarceramento e o assassinato. A guetificação contínua a ocorrer com projetos de militarização da periferia e das favelas, como no caso das UPP’s no Rio de Janeiro. O controle militar da vida dos moradores e moradoras dessas localidades. Casos de assédio sexual e estupro contras jovens negras.

Além disso, a criação de condomínios residenciais isolados e longe das áreas centrais e nobres da cidade combinado com o fim de linha de ônibus ligando a zona norte às praias cada vez mais restringem a mobilidade dos trabalhadores e trabalhadoras negras, que já tem salários menores.

Não por acaso, o Estado do Rio de Janeiro através da Polícia Militar, comandada por Pezão e Beltrame, havia solicitado o cerco aos jovens negros e negras das favelas que estivessem em ônibus a caminho das praias da turística zona sul.

Encarceramento da juventude

Outra medida é o encarceramento da juventude negra. A medida de redução da maioridade penal é a tentativa de encarcerar cada vez mais cedo os/as jovens negros/as. Em duas décadas a população carcerária aumentou de 90 mil para 515 mil, sendo que 292 mil são negros, em sua maioria jovens.

Segundo dados, sobre a atual lei do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já havia 23 mil adolescentes privados de liberdade no país. A intenção principal é aumentar ainda mais a prisão de jovens negras nas masmorras brasileiras.

Extermínio

A terceira política da classe dominante e do Estado para o povo negro é o extermínio em massa. Entre 2005 e 2014, 5.132 pessoas foram mortas por policiais em serviço na cidade do Rio de Janeiro. A grande maioria de jovens negros viviam em favelas.

No Brasil em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. Mata-se duas vezes e meia mais negros do que brancos no país. Sendo a população negra correspondente a 52% da população brasileira e branca a 48%.

Ao povo negro das favelas e periferias cabe organizar a resistência, sua autodefesa para a defesa da vida. A luta por sua existência!

Pela organização da Autodefesa da Classe Trabalhadora Negra!

Todo Poder ao Povo!

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