Pela Ação Direta! Destruir o Estado e o Capital e Construir o Congresso do Povo!!!

Pela Ação Direta!

Destruir o Estado e o Capital e Construir o Congresso do Povo!!!

Cartaz da Campanha militante pelo Congresso do Povo

Comunicado nº 54 da União Popular Anarquista – UNIPA,

Maio de 2017.

[BAIXAR PDF]


A ação do Ministério Público sob a liderança de Rodrigo Janot através da delação de Joesley Batista, do grupo JBS, instauraram uma crise no governo Temer. O golpe institucional dado no PT avançou, mas existe uma crise no bloco dirigente da burguesia, que se combina com a ação da Polícia Federal e do Ministério Público. O que fica claro é que no âmbito do Estado Burguês nada se resolverá a favor da classe trabalhadora. Eleições diretas ou indiretas não resolverão os problemas das trabalhadoras e dos trabalhadores. É tempo de ousar, é tempo de lutar, a classe trabalhadora não deve apostar na saída reformista que vai salvar a Burguesia e o Estado, é tempo de tomar as rédeas e assumir o protagonismo efetivo de luta, isso significa construir um movimento sindical e popular autônomo e revolucionário e a construção do Congresso do Povo rumo a Revolução Social.

Desde o início do governo Temer e frente ao contexto de ataque geral aos direitos do povo (PEC 55, PL 257, reforma da previdência e trabalhista, reforma do ensino médio, etc.) se discutia duas alternativas: a construção da greve geral e a radicalização da luta ou a convocação de novas eleições ou impeachment para retirar Temer (PMDB) da presidência. Diante da consolidação do governo Temer com apoio da Burguesia e dos oligopólios dos meios de comunicação até os setores reformistas tiveram que apostar na greve geral, que aconteceu no dia 28 de abril. (Analisado no Comunicado nº 53)

DISPUTAS INTERNAS E O CAMINHO DA BURGUESIA E DA SOCIALDEMOCRACIA PARA SALVAR O SISTEMA

No entanto, diante do conflito interno na Burguesia e no aparato de Estado os setores reformistas voltaram a clamar por eleições diretas, enquanto a burguesia e os oligopólios de comunicação se dividem no momento entre: acreditar no governo Temer, eleições indiretas e eleições diretas. Tendo já uma parte dos aliados políticos abandonando o governo diante das acusações da procuradoria. Neste sentido, o bloco socialdemocrata aposta na continuidade de conciliação com o sistema, chamando as eleições diretas como uma forma dentro de uma concepção pequeno-burguesa e moralista da melhoria das condições de vida através da troca de um político “ruim/corrupto” por um “bom/ficha limpa”. Como já afirmamos em Dezembro de 2016, tal linha política foi incapaz de organizar a resistência em defesa dos direitos ameaçados.

Depois da greve geral e da imensa mobilização do dia 28 de Abril com boa adesão e grande apoio contra as reformas neoliberais, novamente o sindicalismo socialdemocrata e de Estado (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, NCST, CSP-Conlutas, Intersindical) e os grandes e pequenos partido do bloco socialdemocrata/comunista (PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCB, PCO, MAIS, NOS) retomaram a bandeira de “esquerda” das eleições gerais e já ensaiam a ocasião para abandonar a luta contra as reformas e a greve geral já pelas “diretas já”. Se dirigem assim a salvar a democracia burguesa e suas disputas palacianas. Isso só conduzirá o povo a derrota, desviando do foco da real e necessária luta pelo arquivamento das contrarreformas de tipo neoliberal em curso desde o governo do PT.

CONSTRUIR O MOVIMENTO DE MASSA SOCIALISTA REVOLUCIONÁRIO E O CONGRESSO DO POVO

Diante desse cenário é preciso 1) avançar cada vez mais na construção do movimento autônomo e revolucionário e na luta contra as reformas com a efetiva construção de uma greve geral por tempo indeterminando e na radicalização da luta pelo arquivamento das reformas da previdência e trabalhista, terceirização e anulação e arquivamento dos processos contra os presos políticos, como Rafael Braga; 2) Construir o Congresso do Povo. É hora de construir o poder popular, boicotar as instituições burguesas e aposta na construção do contrapoder, ou seja, um poder paralelo dos trabalhadores para derrotar o poder burguês. A bandeira das eleições diretas não livrará os trabalhadores e trabalhadoras da violência e crise socioambiental que vivemos.

Por isso reafirmamos a proposta do Comunicado nº 45, de outubro de 2015:

“é hora de começar a construir um Congresso do Povo Trabalhador e Explorado. O Congresso do Povo será um contrapoder, um poder paralelo e deverá ser o poder reconhecido como legítimo pelo povo. O Congresso do Povo será um órgão de luta contra o Congresso Nacional e a presidência da república e governos estaduais, todos antipopulares. Para ser legítimo, o Congresso do Povo precisa ser representativo. Para ser representativo, ele precisa ser organizado pela base. Os organismos de base de um Congresso do Povo serão as comissões de mobilização e assembleias de trabalhadores, categorias e povos locais. Uma fábrica, uma escola, uma universidade, um acampamento, uma aldeia. Essas comissões locais devem eleger delegados de base e estes delegados de base é que irão compor uma assembleia popular. A assembleia popular pode abranger um município ou conjunto de municípios. O critério deve ser a existência de problemas e inimigos em comum a enfrentar. Não limites administrativos”.

Só por meio da Revolução Social destruiremos o Estado e do Capital. Diante disso é preciso enfraquecê-los e construir o movimento autônomo, radical, e revolucionário de massa e o autogoverno das trabalhadoras e trabalhadores, uma efetiva democracia de homens e mulheres livremente associados em torno do seu trabalho.

E é no momento das crises políticas da burguesia que a classe trabalhadora tem que assumir o protagonismo efetivo da luta! É hora de apresentar o programa do poder popular. É hora de avançar na luta. Colocar a luta de classes num novo patamar. Para a classe trabalhadora só existe um caminho: a revolução social para construção do Socialismo!

Preparar a Insurreição da Classe Trabalhadora!

Todo o Poder ao Povo!

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