Cultura popular contra a farsa eleitoral (4)

Apresentamos mais duas expressões culturais de crítica às eleições. A primeira é a música do cantor anarquista Chicho Sánchez Ferlosio intitulada “Malditas elecciones” onde apresenta sua crítica aos partidos que se domesticaram e traíram a causa dos trabalhadores. A segunda é uma charge  que expressa o controle da burguesia sobre os principais candidatos nessas eleições, seus interesses não estão ameaçados.

Durante o período eleitoral nós vemos os partidos de todas cores se “curvando” ao povo, para lhe pedir votos. Alguns poucos partidos autointitulados socialistas ou comunistas aparecem nas redes de televisão propagando mudanças “radicais” para o Brasil, caem no riso fácil do povo, que entende por uma dura experiência que tais propostas são inatingíveis pelos meios parlamentares. Por outro lado, os maiores partidos da esquerda reformista (PSOL e PSTU) já se incorporaram à democracia burguesa e se colocam frente ao neoliberalismo como defensores do fortalecimento do Estado, por reformas políticas, etc. ou seja, não defendem um programa que atinja a raiz de classe do sofrimento e exploração do povo, e é incapaz de indicar as tarefas a serem desenvolvidas para as mudanças. Entre seu ímpeto de cativar o senso comum da burguesia e pequena-burguesia e se colocar como “representante” do interesses populares, se apresentam no período eleitoral como “bobos corte”, a cereja do bolo deste circo montado e chamado de eleições.

A grande política estatal continua sendo decidida pelos grandes capitalistas e burocratas brasileiros e internacionais. A grande política do proletariado continuará a ser fruto das lutas e enfrentamentos de baixo para cima, dos locais de trabalho, estudo e moradia, e da ação direta do povo. Essa “esquerda” dos espaços de gabinete, das negociatas políticas, beneficiadas pelas empresas capitalistas (tal como PSOL) deve ser combatida na teoria e na prática. A campanha “não vote, lute”, portanto, é essencial para combater os grandes partidos da burguesia mas também para desmascarar o oportunismo dos que ainda dirigem os sindicatos e movimentos da classe trabalhadora.

MÚSICA: MALDITAS ELECCIONES

AUTOR: CHICHO S. FERLOSIO

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CHARGE:

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NÃO VOTE, LUTE!!

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A execução do jovem negro Michael Brown pela polícia: o extermínio da juventude e a autodefesa popular

“Não existe capitalismo sem racismo.” 

Malcom X

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No dia 09 de agosto de 2014, o jovem negro Michael Brown, 19 anos, foi assassinado pela polícia de Fergunson, no estado do Missouri, nos EUA. Na versão da polícia, o jovem teria tentado agredir e roubar as armas dos policiais durante uma abordagem de rua. Essa versão não foi confirmada pelas testemunhas. Também foi desmentida por um vídeo amador feito por um morador local durante a abordagem e contrariou o resultado de uma autópsia do corpo do jovem, que apontou a execução de Michael pelo policial. Segundo as testemunhas, Michael caminhava pela rua em direção a casa de sua avó quando uma viatura parou e o policial gritou para ele “para trás caralho”. O que se seguiu foram 9 disparos contra o jovem que se encontrava desarmado e com as mãos na cabeça. O corpo de Michael Brown ficou estendido no chão durante várias horas acompanhado por cerca de 60 policiais enquanto uma multidão de populares se reunia. Continuar lendo

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Entrevista da UNIPA ao jornal anarquista Meydan da Turquia

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A luta popular no Brasil teve repercussões internacionais a partir da revolta de junho de 2013 e dos protestos contra a copa do mundo. A UNIPA se colocou desde o início ao lado das manifestações e defendeu uma via classista e autônoma para as massas. Como continuidade desse processo tivemos a honra de conceder uma entrevista ao jornal anarquista MEYDAN da Turquia. A entrevista foi publicada no final de Julho com o título “União Popular Anaquista fala sobre a Copa do Mundo”, e pode ser acessada pelo link: http://meydangazetesi.org/gundem/2014/07/ahbduyakupasi/. Saudamos os camaradas e o povo da Turquia que também enfrentam duros combates contra o Estado e a burguesia. Boa Leitura a todos/as!

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MEYDAN: Vocês poderiam nos informar sobre a situação atual no Brasil, por favor?

UNIPA: Desde 2013, o Brasil tem encarado um colapso nas condições socioeconômicas e políticas da hegemonia burguesa. Três fatores importantes têm contribuído para este contexto: 1) a crise macroeconômica mundial, que destruiu muitas ferramentas do Estado para assegurar o apoio das massas; 2) a formação de uma nova fração de classe, como consequência da superexploração e das reformas neoliberais; 3) novas formas de resistência, estratégia e organização dos trabalhadores, como comitês de fábrica e outras organizações informais. Deste modo, podemos falar sobre um novo ciclo da luta de classes, caracterizado por muitas situações específicas, como greves, manifestações violentas e confrontos nas ruas. Depois da maior demonstração de massas da História do Brasil, em junho de 2013, temos visto importantes greves nos serviços públicos (como, por exemplo, as escolas públicas do Rio de Janeiro), sistema de transporte (como os motoristas de ônibus do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e outros estados), sistema de segurança dos bancos (trabalhadores terceirizados), e serviços de limpeza urbana (Rio de Janeiro). Essa última greve foi muito importante para a organização da classe trabalhadora brasileira devido à resistência à repressão do Estado e à resposta dada à burocracia sindical. A greve dos trabalhadores da limpeza urbana aconteceu durante o carnaval, o que provocou uma interrupção na coleta de lixo, obrigando o Estado a atender às reivindicações dos trabalhadores. Continuar lendo

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Cultura popular contra a farsa eleitoral (3)

Em período eleitoral burguês não poderia faltar a crítica direta e profunda do cartunista Latuff. Divulgamos duas charges juntas que expressam duas faces do Estado brasileiro: a repressão cotidiana ao povo trabalhador e a tentativa de cooptação ideológica, levada a cabo pelo TSE, mídia, empresas, partidos e oportunistas de todos os calibres, para o povo consentir com sua própria escravidão. 

ARTISTA: CARLOS LATUFF

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NÃO VOTE, LUTE!

“A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores” (AIT)

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Liberdade ou Morte! O grito de Sacco e Vanzetti ao proletariado internacional

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No dia 23 de agosto de 1927, à 87 anos atrás, os anarquistas italianos Nicolás Sacco e Bartolomeu Vanzetti foram assassinados, sentenciados a pena de morte na cadeira elétrica pela justiça do Estado norte-americano. Naquele dia, o proletariado do mundo inteiro derramou lágrimas de sangue e de ódio aos exploradores do povo, sabendo terem perdido gloriosos camaradas da luta revolucionária. Os dois anarquistas foram alvos do maior escândalo jurídico norte-americano, sentenciados sem qualquer prova concreta, com diversas testemunhas falsas (algumas desmascaradas no meio do processo), sob uma forte atmosfera de revanchismo político reacionário e racista.

Tal como outros tantos trabalhadores de sua época, Vanzetti e Sacco começaram o envolvimento com a militância através da solidariedade natural pelo sofrimento dos explorados. O jovem Sacco, filho de camponeses pobres italianos, emigrou para a “América” em 1908, aos 17 anos. Viveu períodos de grandes dificuldades (chegando a passar fome, desemprego e muita miséria), trabalhou em diversas fábricas, sendo que em uma fábrica de sapatos conheceu sua companheira, com quem teve seus dois filhos. Sacco chegou a participar da Federação Socialista Italiana, mas logo se envolveu com a prática sindicalista revolucionária e anarquista.  Continuar lendo

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A greve dos metroviários de São Paulo e a capitulação das direções sindicais

metroviarios-spNo início do mês de junho, deste ano, eclodiu em São Paulo uma greve dos trabalhadores metroviários, que durou cerca de uma semana. Desde o início da greve, a direção do sindicato dos metroviários, liderada pelo PSOL e PSTU, tentava a todo custo negociar as estratégias de luta com o Governo, demonstrando o seu verdadeiro papel. Chegaram ao cúmulo de jogar para o governo a decisão de liberar ou não a catraca do metrô, e é claro que não foi feito.

A justiça burguesa deu sua declaração, de que a greve deveria fornecer 100% do serviço nos horários de pico e 70% nos horários normais. No entanto, os trabalhadores não se intimidaram e paralisaram todo o serviço. Os trabalhadores foram duramente reprimidos, mas se colocaram firmemente na resistência, entrando em confronto com as forças repressivas, demonstrando (assim como a greve dos garis, dos rodoviários e dos professores) o poder da ação direta das massas, que organizada consegue resistir aos ataques do Estado burguês. Continuar lendo

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Cultura popular contra a farsa eleitoral (2)

Dando continuidade a campanha do boicote as eleições, divulgamos hoje mais expressões culturais de combate as eleições burguesas e ao Estado, a conhecida música “Candidato Caô Caô” cantada e interpretada pelo grupo O Rappa em parceria com Bezerra da Silva. A música de Bezerra da Silva é uma das mais conhecidas críticas as eleições, um verdadeiro jingle popular contra as hipocrisias que somos obrigados ver durante o período eleitoral. Desde os políticos corruptos e coronelistas que viram santos pela ética e moralidade, passando pelos típicos elitistas e engomadinhos que vão nas periferias, andam de bicicleta, de pés descalços, e até aqueles que dizem defender a “revolução” e “mudanças radicais” mas que tratam na prática de sabotar e burocratizar as lutas populares.

Além disso, divulgamos também a charge de Cleuber Cristiano que expressa a coligação de todos os partidos, desde os ditos de esquerda até os de direita, comprometidos com a sustentação política e ideológico do Estado burguês. A destruição do Estado, e portanto a emancipação popular, é o maior medo de todos esses partidos.

Pedimos que aqueles que possuirem materiais a serem divulgados, que enviem para nosso email (unipa@hush.com) ou poste o material como comentário.

MÚSICA: CANDIDATO CAÔ CAÔ

AUTOR: BEZERRA DA SILVA

CLIPE E VERSÃO: O RAPPA

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CHARGE

ARTISTA: CLEUBER CRISTIANO

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Não Vote! Lute!

“Hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater!”

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