Anarchism, “libertarian” reformism and the current tasks of the working class

Communiqué nº 71 of the Anarchist Popular Union – UNIPA, July 5, 2020.

Português | Castellano | English-PDF | Francês | Tradução voluntária


Revolutionary workers must not shoulder official posts, nor establish themselves in the ministries.[…] We must have no part of combinations devised by bourgeois politicians acting in concert with foreign chancellories. That would be tantamount to strengthening our enemies and tightening the noose of capitalism. No more portfolios. No more ministries. Let’s get back to the unions and the nitty-gritty of work tools.”

Jaime Balius, Towards a fresh revolution (1938)

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PARE A GUERRA CONTRA OS ZAPATISTAS! JÁ!

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Reproduzimos abaixo um Pronunciamento assinado por mais de 450 pessoas e 140 organizações de 22 países diferentes, ao qual a Unipa se soma em solidariedade. Chega de guerra contra as comunidades zapatistas! Pela autodefesa e autodeterminação dos povos pelo seu território e sua vida!

Pronunciamento

Castellano | Italiano | English | Français

No sábado, dia 22 de agosto de 2020, paramilitares da Organização Regional dos Cafeicultores de Ocosingo (ORCAO) saquearam e incendiaram as instalações do Centro Comercial Nuevo Amanecer del Arcoiris, localizado no local conhecido como Cruzeiro Cuxuljá, Município Autônomo Lucio Cabañas, no município oficial de Ocosingo.

Vale lembrar que no dia 24 de fevereiro de 2020, a ORCAO, junto com o grupo “Chinchulines” (há anos identificado como paramilitar), e membros do partido MORENA na região, violaram e sequestraram membros do Congresso Nacional Indígena (CNI), isso no contexto da Conferência em defesa do território e da Mãe Terra “Samir somos todos”, convocada pelo EZLN e pelo CNI. Tudo foi documentado na denúncia publicada na página Enlace Zapatista (ver: https://enlacezapatista.ezln.org.mx/2020/02/27/pronunciamiento-ante-el-secuestro-de-miembros-del-cni-en-chilon-chiapas-por-su-participacion-en-las-jornadas-samir-somos-todas-y-todos/).

Esta nova agressão faz parte da intensificação da guerra de desgaste no estado de Chiapas, caracterizada pelo aumento da violência de grupos paramilitares e do crime organizado, como o Centro de Direitos Humanos Fray Bartolomé de las Casas devidamente documentou (ver: https://frayba.org.mx/agresiones-armadas-en-aldama/).

A difusão de calúnias contra o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) também faz parte dessa guerra contra-insurgente que se desenvolve em diferentes frentes e formas: direta e indireta, aberta e encoberta; mediática, política, econômica e militar.

Este cenário de guerra não é exclusivo do estado de Chiapas. Como pode ser visto no site do Congresso Nacional Indígena, (ver: https://www.congresonacionalindigena.org/category/denuncias/), são constantes as denúncias dos povos indígenas e suas organizações contra a violência de grupos criminosos, paraestatais e estaduais, violência que contribui para a fragmentação do tecido comunitário e o desgaste das lutas contra a desapropriação e megaprojetos no México.

Aqueles de nós que assinamos este documento convocamos à sociedade civil nacional e internacional para que assine a denúncia destes fatos, exija o fim das agressões e hostilidades contra as Bases de Apoio Zapatista, a destruição de preciosos bens comunitários, fruto do trabalho coletivo, que; em meio a esta crise multifatorial, adquirem alto valor patrimonial. Da mesma forma, pedimos que permaneçam atentos a esta nova escalada de violência contra o EZLN e o CNI, organizações que são uma referência planetária na defesa da Vida e por um mundo melhor.

 

 

SIGNATÁRIOS:

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CASTELLANO | Resistencia ancestral Mapuche: Insurrección, autodefensa y sabotaje por la libertad de los presos políticos y la reconstrucción del gran Wallmapu

Comunicado nº 73 da União Popular Anarquista – UNIPA, 19 de agosto de 2020

Leia em: PORTUGUÊS | CASTELLANO – PDF | Traduções voluntárias


Para que podamos liberar de la opresión a todo el mundo porque no solamente los mapuches tenemos derecho a luchar. Espero que en este momento histórico empiece a replantearse todo el mundo la verdadera historia y la estructura de esta sociedad capitalista y opresora que nos mantiene en la miseria, que se mantiene a fuerza de represión y tortura por culpa de esos perros de azul que nos tienen encarcelados y que cuidan los intereses de los poderosos, de los ricos. Nosotros, la nación Mapuche vamos a darle una lección de historia y vamos a cambiar esta historia de opresión que durante ciento treinta años nos ha mantenido en la marginación. (…) ¡Somos combatientes ancestrales de la libertad pu peñi, pu lamien! ¡Hasta vencer o morir! ¡Mari chi Weu!”

Longko Facundo Jones Huala

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Resistência ancestral Mapuche: Insurreição, autodefesa e sabotagem pela liberdade dos presos políticos e pela reconstrução do grande Wallmapu

Comunicado nº 73 da União Popular Anarquista – UNIPA, 19 de agosto de 2020

Leia em PDF [Português] [Castellano] [Traduções voluntárias]

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Para que possamos libertar da opressão a todo o mundo. Porque não somente os Mapuche temos direito a lutar. Espero que neste momento histórico, todo mundo volte a repensar a verdadeira história e também a estrutura dessa sociedade capitalista e opressora que nos mantém na miséria, que se mantém através da força da repressão e da tortura, por culpa dos porcos policiais que nos mantém encarcerados e cuidam dos interesses dos poderosos, dos ricos. Nós, a nação Mapuche, vamos dar uma aula de história, vamos transformar essa história de opressão que durante 130 anos nos manteve na marginalidade. […] Somos combatentes ancestrais da liberdade, irmãos e irmãs. Até a vitória ou a morte, Marichiweu!”

Longko Facundo Jones Huala

Mapa nº1 - Delimitación Territorial del PinkuMapu

Mapa nº1: Delimitación Territorial del PinkuMapu: Uma mudança e modificação profunda ocorreu no território mapuche primeiro com a invasão espanhola e depois com a ocupação militar chilena e argentina no final do século XIX (1881). O território del pinkum mapu praticamente se perdeu ou cedeu, e com o estabelecimento da fronteira entre os dois Estados-nação (Chile e Argentina), aquela dimensão original do fütalmapu se confundiu e se transformou, dando origem a novas estruturas como o fütalmapu pewen-che, wenteche, nagche o lafkenche, que correspondem às identidades territoriais que permanecem atualmente. | Fonte: MAPU CHILLKANTUKUN ZUGU: Descolonizando el Mapa del Wallmapu, Construyendo Cartografía Cultural en Territorio Mapuche. Disponível em <https://www.oidp.net/docs/repo/doc558.pdf>

Os Mapuche estão divididos pelas fronteiras de dois Estados-nação: Chile e Argentina. São países que cortam o grande Wallmapu, território ancestral Mapuche. O Wallmapu se estendia originalmente desde a região centro-sul do Chile até o sul da Argentina. O violento processo de desterritorialização contra os Mapuche está relacionado aos primeiros momentos da colonização espanhola na região, desde 1492. A resistência Mapuche se articula desde então para a defesa de seus territórios autônomos, o que explica o impedimento do avanço da colonização no Wallmapu até o século XIX, quando ocorrem as independências de ambos os Estados. A resistência preserva a autonomia dos povos.

O período da primeira invasão colonizadora no século XVI foi marcado por guerras duradouras, em especial a partir de 1530, que culminaram nos acordos pela delimitação do grande território do povo Mapuche. Em 1541, os espanhóis se defrontam com os Mapuche ao tentar cruzar o rio Bio-Bio, no Chile – Gulumapu –, justamente o limite do controle da colônia, que já dominava o norte do país. Relatos da época demonstram o espanto dos colonizadores ao se depararem com a forma de organização do povo Mapuche, como descrito pelo padre jesuíta Rosales, que acompanhou as expedições do exército da Espanha: “eles não têm cabeça, não têm polícia”.

Historicamente, os Mapuche se organizam através dos Trawns, grandes assembleias com participação dos Longkos, importantes lideranças guerreiras e espirituais. As heroicas batalhas de Tucapel, Lagunillas, Millarapue, Cayucupil e Quiapo (1553-1558), no atual Chile, são exemplos das formas seculares de guerras anticoloniais travadas pelos Mapuche no primeiro período das rebeliões contra a Espanha. Tais batalhas conferiram ao Longko Lautaro sua memória histórica, até hoje reivindicada pelos povos, como o destacado guerreiro e estrategista Mapuche lembrado por derrotar as forças da coroa espanhola. A resistência conduzida por Lautaro é reconhecida como uma das primeiras experiências da guerra de guerrilhas na América Latina, seguida por sucessivos anos de revoltas indígenas inspiradas por seu legado. Continuar lendo

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Castellano | Tierra y Libertad! La Insurrección de los Pueblos frente al Colonialismo y los Impérios – Resoluciones del VII Congreso de UNIPA

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Tierra y Libertad!

La Insurrección de los Pueblos frente al Colonialismo y los Impérios


Resoluciones del VII Congreso de la Unión Popular Anarquista (UNIPA)

Brasil, 2020

[Português] [Castellano] [Inglês] [Francês]

Presentación

El Brasil y el mundo están en un momento clave para la lucha de clases y para la profundización de una política revolucionaria y anarquista. Estamos experimentando, de lo local a lo global, cambios de paradigmas en las relaciones de poder y explotación dentro del sistema mundial capitalista, directamente influenciados por las insurgencias y las luchas proletarias y de liberación nacional desde la década de 1970 y que también influyen en las relaciones capital-trabajo y Estado-sociedad en actualidad.

En este siglo XXI, más específicamente desde su segunda década (post crisis de 2008), una serie de rebeliones populares y nuevas formas de acción y organización por parte de la clase trabajadora han sacudido la estabilidad de las estructuras imperialistas, colonialistas y monopolistas dentro del sistema mundial. El auge y la caída de los gobiernos “progresistas” en América Latina (Bolivia, Uruguay, Brasil, Venezuela, Argentina, Paraguay, entre otros) fueron expresiones de estos cambios en las relaciones de poder, de lo global a lo local.

Para comprender nuestra realidad nacional e internacional, además de simplemente describir los hechos, nuestra organización presenta una contribución teórica bakuninista sobre el imperialismo y el colonialismo, así como sobre la distinción entre las estructuras del neocolonialismo y el colonialismo interno que hoy en día expresan diferentes relaciones de poder en América Latina. A partir de esto, identificamos los cambios en el sistema mundial capitalista desde la década de 1980 que inauguran un nuevo período de la experiencia imperial-colonial, el neoimperialismo, que conduce a una nueva ola de colonización a escala mundial desde la década de 2000, siendo su expresión más evidente la intensificación de la competencia interimperialista por tierras-territorios, recursos energéticos y regiones/países de influencia. Continuar lendo

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Castellano | Anarquismo, reformismo “libertario” y las tareas actuales de la clase trabajadora

Comunicado nº 71 de la Unión Popular Anarquista – UNIPA. Brasil, 5 de julio de 2020.

[Português] [Castellano-PDF] [Englisg] [Francês] [Tradução voluntária]

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Los trabajadores revolucionarios no han de desempeñar cargos oficiales ni han de aposentarse en los ministerios. […] Es tanto como fortalecer a nuestros adversarios y apreciar más el dogal capitalista. No más carteras. No más ministerios. Volvamos a los sindicatos y al pie de los útiles de trabajo.”

Jaime Balius, Hacia una nueva revolución (1938).

Desde su inicio nuestra organización ha emprendido una lucha ideológica y política contra el revisionismo y el reformismo “libertario”. No lo hacemos por sectarismo o capricho, por el contrario, desarrollamos nuestras críticas y autocríticas con la única intención de servir a la causa del pueblo, el anarquismo y la revolución social en Brasil. Continuar lendo

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86 da morte de Nestor Makhno: avançar na única direção possível ao plataformismo, o bakuninismo

[Castellano] 86 años de la muerte de Makhno: avanzar en la única dirección posible del plataformismo, el bakuninismo.

[English] 86 years after Makhno’s death: advancing to the unique possible direction to the platformism, the Bakuninism.

[Français] 86 ans après la mort de Makhno: avancer dans la seule direction possible au plate-formisme, le bakouninisme.

[Português] [Castellano] [English] [Français]

Introdução

Em junho de 1926, a publicação na França de um documento intitulado “Plataforma de Organização da União Geral dos Anarquistas” (assinado pelo grupo de exilados russos Dielo Trouda), causou um profundo impacto e mal estar entre anarco-comunistas, anarco-sindicalistas e individualistas, especialmente na Europa.

Entre os que assinavam o documento estavam o camponês Nestor Makhno, principal liderança do Exército Insurgente da Ucrânia, e Piotr Archinov, um operário e guerrilheiro, ambos veteranos da revolução e da guerra civil russa (1917-1921). O documento convocava a reorganização do anarquismo revolucionário, a luta ideológica contra o individualismo desorganizador e criação de uma organização anarquista internacional.

Errico Malatesta, um dos principais anarco-comunistas da época, se pronunciou de maneira clara e categórica contra os pressupostos estabelecidos pela Plataforma: “Ora, sendo a organização proposta tipicamente autoritária, não só não facilitará a vitória do comunismo anarquista, como falsificará o espírito anarquista e resultará no contrário do que esperam seus organizadores”. Vóline, um anarco-comunista russo exilado na França escreveu o seguinte: “Concluindo, o único ponto original na Plataforma é seu revisionismo em direção ao Bolchevismo, escondido pelos autores…”

A Plataforma de Organização era um documento que apontava para três tarefas fundamentais: o desenvolvimento de uma teoria anarquista como base da organização internacional; a maior precisão da estratégia e programa globais para a revolução socialista a partir da crítica da experiência da degeneração burocrática da revolução russa de 1917; a crítica da função que os anarquistas tinham desempenhado no movimento de massas e a apresentação de uma linha revolucionária de ação.

Essas tarefas colocadas pelos autores da Plataforma de Organização não foram realizadas. E nisso reside em grande parte as razões do declínio histórico do anarquismo, que assim como Makhno e Archinov apontaram, continuaria sendo marginal em relação às lutas das massas camponesas e operárias caso não enfrentasse tais tarefas.

A Plataforma tinha também os seus limites. A reação dos anarco-comunistas, individualistas e anarco-sindicalistas denunciava os Plataformistas como algo “estranho ao anarquismo”. Os “plataformistas” foram acusados de “desviarem-se do anarquismo”, de trilharem uma perigosa fronteira com o “bolchevismo” e com as ideologias “autoritárias”.

Mas na realidade, os Plataformistas, ao contrário do que seus críticos afirmavam, não estavam “rompendo” com o “anarquismo em geral”. E sim com o revisionismo (representado pelas auto-proclamadas “correntes”). Os plataformistas também achavam que estavam criando uma proposta nova. Na realidade, eles apenas estavam recuperando, de forma parcial, a concepção bakuninista originária da Primeira Internacional que foi renegada pelo anarco-comunismo de Errico Malatesta e Piotr Kropotkin, pelo anarco-sindicalismo e seus teóricos como Rudolf Rocker.

A Plataforma de Organização foi recusada por ela conter em seu interior um movimento em direção aquilo que os anarco-comunistas, individualistas e anarco-sindicalistas haviam negado: o bakuninismo. Mas a Plataforma apenas delineou as tarefas. Os seus autores não tiveram as condições históricas para realizá-las. Eles mostraram que seria preciso construir uma organização anarquista internacional. Que esta deveria ter unidade teórica, unidade tática, responsabilidade coletiva e federalismo. Mas eles, por motivos de força maior, deixaram esta tarefa incompleta.

A experiência anterior de crítica e os esforços heróicos de indivíduos e pequenos grupos que fizeram criticas parciais e reflexões que antecedem a análise aqui apresentada devem ser reconhecidas. A crítica plataformista nos anos 1920 na Europa; as críticas de pequenos grupos de “bakuninistas” no Brasil e a defesa mesmo que confusa da Makhnovitischina no Brasil por José Oiticica; a critica e oposição do Grupo Antorcha a capitulação dos anarco-comunistas liderados por Santillan na Argentina. Também nos anos 1930 a critica a degeneração do anarco-sindicalismo e comunismo espanhol por Makhno e Jaime Balius e Los Amigos de Durruti. As críticas de Georges Fontenis nos anos 1950 e da FAU-histórica nos anos 1960 são fundamentais. Mas é preciso também reconhecer que todas essas criticas foram incompletas e parciais. Não conseguiram se consolidar, porque não caminharam em direção ao bakuninismo.

Esse documento visa exatamente assumir responsabilidade de executar as tarefas delineadas pela Plataforma de Organização e pelos demais camaradas. Continuar de onde pararam: avançar na única direção possível ao plataformismo, o bakuninismo. Nesse sentido, ele tenta apresentar os traços estruturais da teoria anarquista – o bakuninismo – e convocar a reconstrução da organização internacional bakuninista e da organização internacional dos trabalhadores. Essa tarefa é hoje central.

A degeneração das revoluções socialistas e de libertação nacional, a integração dos sindicatos de orientação social-democrata e anarco-sindicalistas dentro do sistema capitalista mostram que o proletariado tem sido levado a sucessivas e gravíssimas derrotas históricas. A capitulação dos anarco-comunistas a anarco-sindicalistas também é um traço importante dessa história. Foi em grande parte o resultado dos erros de teoria, do empirismo e oportunismo que marcava a formação das organizações políticas e as organizações de luta dos trabalhadores.

Pretendemos então aqui convocar a construção de uma Rede Anarquista Internacional (RAI) e de uma Tendência Classista-Internacionalista (TCI). Essas formas organizacionais visam dar início ao processo de reconstrução da Aliança e da AIT. Mas para delinear de forma mais concreta as características dessa organização política e de massas é preciso antes de tudo uma apresentação do conteúdo do bakuninismo e uma profunda crítica da teoria que foi dirigente das lutas dos trabalhadores no último século: o marxismo. E preciso também uma crítica séria das experiências de luta dos trabalhadores e de como os desvios de teoria foram determinantes para as derrotas dos trabalhadores.

A plataforma de organização do anarquismo revolucionário aqui apresentada visa então fixar as bases teóricas e programáticas de tal construção internacional. A primeira parte do documento é uma crítica teórica e histórica das diferentes teorias e experiências de organização e luta dos trabalhadores. A segunda parte é uma aplicação da concepção bakuninista de teoria e revolução ao atual estágio de desenvolvimento capitalista. A partir disso, apresentamos uma proposta de organização dos revolucionários e dos trabalhadores para a luta pelo socialismo.

Os indivíduos e grupos que quiserem discutir a adesão a esta Plataforma de construção de Seções da RAI e TCI em seus países devem escrever para se engajar e desenvolver o dito processo: as orientações adicionais e detalhadas serão repassadas pela Comissão de Construção.

UNIPA – Brasil

OPAR – México

Leia na íntegra: Plataforma Internacional do Anarquismo Revolucionário

Assista também:

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“A ruína não nos dá medo… levamos um mundo novo em nossos corações.”

“A ruína não nos dá medo. Sabemos que não vamos herdar nada mais que ruínas. Porque a burguesia tratará de arruinar o mundo na última fase da sua história. Porém, nós não tememos as ruínas, porque levamos um mundo novo em nossos corações. Esse mundo está crescendo nesse momento”.

Este célebre pensamento foi pronunciado em 24 de julho de 1936 por Buenaventura Durruti no Sindicato de Metalurgia da CNT em entrevista ao jornalista Van Passen. Não se tratava de mero pensamento, uma ideia, um sentimento romântico. Era uma prática, o esforço real que uma expressiva fração de trabalhadores(as) revolucionários(as) espanhóis erguiam na luta contra o fascismo, pela revolução e contra a capitulação da direção da CNT naquele momento. Assista a entrevista legendada:

 

Leia mais sobre Durruti e os dilemas históricos e atuais da guerra civil espanhola:

 

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Criar duas, três, muitas Rojavas: Viva os 8 anos de experiência revolucionária no norte da Síria!

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Comunicado nº 72 da União Popular Anarquista – UNIPA, 19 de julho de 2020

[PDF em português]    [Tradução voluntária]


Nesse exato momento existe um processo revolucionário em curso no mundo. Ele está sendo levado a cabo pelos povos oprimidos do Curdistão Sírio, território localizado no norte da Síria também conhecido como Rojava. Começou em 2012, aproveitando as brechas da contraditória “primavera árabe”. Mas diferentemente desta, as organizações revolucionárias curdas, em especial o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), possuíam um programa, uma estratégia e uma experiência enraizada e desenvolvida através de décadas de luta revolucionária, guerrilheira e de massas.

Mas hoje esse processo também têm sido atacado das mais variadas formas, e a principal delas é a invasão militar colonial do Estado da Turquia, assassinando e destruindo cidades inteiras. Se aproveitam de um momento de crise pandêmica para aprofundar seus objetivos de dominação na região. Frente a tudo isso uma grande campanha de solidariedade e denúncia chamada de #RiseUp4Rojava se levanta em todo o mundo, ocupando ruas, embaixadas, muros e demonstrações de apoio em geral.

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O anarquismo, o reformismo “libertário” e as tarefas atuais da classe trabalhadora

Comunicado nº 71 da União Popular Anarquista – UNIPA, 05 de julho de 2020

[Acesse em PDF – Português] [Castellano] [English] [Francês] [Tradução voluntária]

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Os trabalhadores revolucionários não devem desempenhar cargos oficiais nem devem alojar-se nos ministérios.[…] Não temos que participar nas combinações que urdem os políticos burgueses de conchavo com as chancelarias estrangeiras. É o mesmo que fortalecer a nossos adversários e apertar mais a forca capitalista. Não mais burocracia. Não mais ministérios. Voltemos aos sindicatos e aos postos de trabalho.

Jaime Balius, Rumo a uma nova revolução (1938).

Desde o seu surgimento, a nossa organização trava um combate ideológico e político contra o revisionismo e ao reformismo “libertário”. Não o fazemos por sectarismo ou capricho, ao contrário, desenvolvemos nossas críticas e autocríticas no único intuito de servir à causa do povo, ao anarquismo e à revolução social no Brasil.

Como nos ensinou a agrupação Amigos de Durruti e Jaime Balius: os traidores da revolução e do proletariado deverão ser julgados e combatidos pelos revolucionários e pelas massas. Mas, assim como reconheceram em suas duras autocríticas, esse combate não pode ser meramente passional/vingativo ou em cima da hora, ele deve ser preparado com antecedência e guiado por uma teoria revolucionária, para que possa ser vitorioso.

Ao passo que a crise sistêmica (pandêmica, econômica, política e social) se aprofunda e que distintos setores do povo passam a olhar para o anarquismo como alternativa para pensar e mudar a realidade, é fundamental separar o joio do trigo, separar o anarquismo do revisionismo e do ativismo, a fim de aprofundar o desenvolvimento do anarquismo e do sindicalismo revolucionário que já se estendem e se enraízam em escala nacional.

Portanto, primeiramente é necessário que façamos uma breve definição do que consideramos ser o ecletismo, o ativismo e o liquidacionismo:

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