Violência Política e a Guerra de Classes

As eleições brasileiras sempre ocorreram com violência, principalmente no interior e nas periferias. Assassinatos de vereadores em brigas vinculadas a milícias e tráfico de drogas e do controle do poder local são relativamente comuns. Nessas eleições, no entanto, tivemos um aumento da violência política estimulada pelo crescimento da candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB. O assassinato da vereadora pelo PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, em plena intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro é emblemático neste caso.

A luta de classes entrou em um novo patamar. A extrema direita com apoio do judiciário e da cúpula militar radicalizou sua intervenção. Propõe o aniquilamento mesmo da esquerda institucional e eleitoral e procura com isso ampliar a exploração e dominação sobre o povo. A própria facada recebida pelo Bolsonaro é um exemplo do aumento da violência política.

Essa violência levou ao assassinato do mestre de capoeira baiano Moa do Catendê, que havia declarado seu voto e apoio ao Fernando Haddad, e vitimou no Ceará o jovem Charlione Lessa, filho de Maria Regina Lessa, uma sindicalista do ramo do vestuário. Charlione foi assassinado a tiros numa carreata pro-Haddad. Ainda tivemos várias agressões e outros assassinatos, principalmente de pessoas LGBTQI, como Priscila em São Paulo, assassinada aos gritos de Bolsonaro.

As ações do TSE e TRE contra as manifestações nas Universidades na última semana foram expressão desse acirramento e violência, com o tribunal eleitoral tomando parte da violência: como era de se esperar, ao lado do reacionarismo. Praticando a censura e atacando a livre manifestação. Importante destacar que em meio a essa onda de violência foi simbólico que em frente a Faculdade de Direito da UFRJ, no centro do RJ, foi deixado um corpo cravado de balas dentro de um carro enquanto ocorria uma aula publica.

A guerra de classes no Brasil avança velozmente, o pacifismo e legalismo deixa o povo refém da violência da extrema direita e do terrorismo de Estado. O acirramento do conflito política exige a autodefesa, a resistência e a ação direta do povo.

Mão Estendida ao Companheiro/a, Punho Cerrado ao Inimigo.

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Não Temos Tempo de Ter Medo: Combater com Ação Direta a Ofensiva Reacionária

Comunicado nº 60 da União Popular Anarquista UNIPA, outubro de 2018

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Site: http://www.uniaoanarquista.wordpress.com

Facebook: /uniaopopularanarquista

E-mail: unipa@protonmail.com

COMUNICADO 60


Às trabalhadoras e aos trabalhadores do Brasil

À Juventude pobre da periferia

Aos povos indígenas e camponeses

Ao povo negro das favelas e periferias

Às mulheres combatentes e aos grupos LBGTT

Aos operários, desempregados, trabalhadores informais, estudantes e professores

“Nenhum governo do mundo combate o fascismo até suprimir-lo, quando a burguesia vê que o poder lhe escapa das mãos recorre ao fascismo para manter o poder de seus privilégios.”

(Buenaventura Durruti – anarquista espanhol)

No Comunicado nº 57, de março deste ano, afirmamos que nem o lulismo e nem o anti-lulismo apresentariam soluções para os problemas estruturais da classe trabalhadora brasileira. A classe dominante, entre elas os altos escalões do poder judiciário brasileiro e as altas patentes militares, escolheram fazer uma ofensiva com objetivo de explorar, dominar e espoliar ainda mais o povo. E mesma toda conciliação de classe do lulo-petismo não foi capaz de evitar todo o processo de repressão e criminalização do PT e do Lula.

A burguesia apostou suas fichas numa ascensão do próprio PSDB de Alckmin no pós impeachment, no entanto, dois anos depois viu a ascensão do candidato de extrema direita, Jair Bolsonara (PSL), que se tornou o principal favorito dessas eleições presidenciais. Alimentado pelo anti-petismo, pelo apoio das igrejas neopentescotais, e pela adesão do General Mourão, do PRTB (herdeiro do Prona) a sua candidatura mudou qualitativamente. Ela indica a adesão de uma parte da cúpula da burguesia militar a um projeto de reação autoritária, dando substância de classe ao mesmo, ganhando apoio do agronegócio, mineração e setores do comércio. O apoio do eleitorado a candidatura indica a formação de uma base social conservadora, mas contraditória, na aristocracia salarial e na pequena burguesia, além do apoio confuso de setores do proletariado marginal em parte com base num conservadorismo e messianismo de base religiosa, o mesmo que vota em Lula. Na reta final da campanha de primeiro turno temos ainda o início da adesão de uma burguesia e dos meios comunicação corporativos, de forma mais aberta a Rede Record do Bispo da Igreja Universal Edir Macedo.

Neste sentido, o programa político-econômico foi se consolidando como ultraliberal e conservador, a partir da assessoria do Economista Paulo Guedes, ex-assessor econômico na ditadura chilena de Pinochet. A desconfiança dos agentes capitalistas se deu apenas pela contradição entre a ação parlamentar de Bolsonaro e a nova pauta de sua candidatura: ultra privatizadora e pró-americana. Não tem nada a ver com defesa da democracia e de direitos civis, políticos e sociais. Ao chamado “mercado”, ou seja, a classe dominante, só tem interesse na maximização da exploração.

Ainda no Comunicado 57 afirmamos:

O Sistema capitalista brasileiro está oscilando da demagogia ao despotismo, implicando na reestruturação das relações de classe e de poder. A nova fase do Estado de Exceção visa permitir um aprofundamento da exploração, modificando as relações de classe; visa retomar o controle dos cargos e dos recursos do Estado pela grande burguesia e pela pequena-burguesia de mercado, expulsando assim a pequena-burguesia de esquerda, uma parte da tecnocracia e a aristocracia operária. Desse modo, a centralização do poder tem um conteúdo econômico e de classe. Ao atacar a aristocracia operária e setores da pequena-burguesia, a política ultraneoliberal do PMDB visa concentrar renda e riqueza, nivelando as condições de vida da classe trabalhadora por baixo.”

(UNIPA, Comunicado 57, março, 2018)

1. Os cenários: a volta Estado de Exceção neodesenvolvimentista ou à repressão ultraneoliberal

No Comunicado 57 delineamos 4 cenários:

Cenário 1) Lula reverte a decisão e se candidata;

Cenário 2) Lula fora das eleições, mas o PT lançando candidato alternativo;

Cenário 3) Lula fora das eleições com o PT colocado na ilegalidade como uma organização criminosa;

Cenário 4) Lula fora das eleições, com todos os Partidos de Esquerda com suas candidaturas inviabilizadas por uma estratégia de judicialização e criminalização.

O cenário 2 se confirmou e com ele a previsão de fortalecer o lulismo e com isso desgastar o sistema representativo. Como avaliamos, para desarticular o lulismo e todas as formas de oposição por dentro do sistema seria necessário avançar para os outros dois cenários. Esses dois cenários (PT na ilegadidade e/ou todos os partidos de esquerda) podem evoluir no pós eleição de 2018 no caso de uma vitória da chapa Bolsonaro-Mourão (PSL-PRTB).

Um possível governo Bolsonaro-Mourão (PSL-PRTB), que teria em Bolsonaro uma liderança personalista de massas conversadora e autoritária, aglutinaria todas as forças reacionárias e conservadoras que se organizaram contra o PT e o lulismo com uma política econômica ultraliberal de retirada de direitos das trabalhadoras e trabalhadores. Do ponto de vista da violência contra a classe trabalhadora, a tendência é sua radicalização, podemos ter a implementação de um modelo parecido com a Turquia, um governo civil militarizado e extremamente repressor. Esse modelo tende ao aprofundamento da repressão sistemática para desarticular no médio prazo o lulismo e o petismo, bem como seus partidos satélites, e com isso desarticulando as principais forças hegemônicas dos movimentos da classe trabalhadora e dos movimentos sociais em geral.

O possível aumento da centralização do poder estatal, tornando a democracia burguesa mais restrita e limitada, tende a produzir efeitos contraditórios de desorganização e reorganização dos movimentos sociais. Ou seja, no curto prazo, o ultraliberalismo conversador, tende a uma ofensiva para destruir o lulismo e desarticular os principais movimentos sociais. Isso significaria o aumento da violência contra ativistas e militantes e das lutas sociais no geral, podendo inclusive girar atuação paramilitar especificamente contra as organizações da classe trabalhadora e seus militantes. Neste sentido é preciso destacar o grande número de militares eleito pela bancada do PSL, sem contar que uma parcela significativa dos eleitores de Bolsonaro forma uma base protofascista.

Considerando o plano das políticas governamentais, o ultraliberalismo tem uma agenda absolutamente anti-povo. Privatizações, incluindo a privatização de serviços públicos como saúde e educação, retirada de direitos mais básicos, entreguismo econômico, desprezo pelas pautas dos camponeses e indígenas, violência contra o povo negro e favelado. Nesse cenário, o ascenso das lutas e resistências populares será inevitável.

Num cenário de extrema repressão e de uma agenda governamental anti-povo, alternativa para os movimentos da classe trabalhadora e dos movimentos sociais em geral será a emergência de novas formas de consciência de classe, autoconscientes e auto-organizadas. Mas para isso será necessário que a classe trabalhadora abandone o lulismo enquanto ideologia, isto é, superando as ilusões personalistas, messiânicas e estatistas que até agora hegemonizam os movimentos sociais. Esse seria um processo de auto-organização e autoconsciência do desenvolvimento das forças coletivas da classe trabalhadora.

Um segundo cenário seria a vitória da chapa Haddad-Manuela (PT-PCdoB) tendo que aprofundar a política de conciliação e um ajuste fiscal que já se avizinha para os próximos anos, no entanto, com seu governo sendo questionado pela extrema direita que tende a não aceitar o resultado das eleições. E por outro lado, pressionados pelas forças liberais democratas pró mercado, aumentando o controle sobre o movimento sindical e social em troca de uma paz para sua sutentação politica, atendendo interesses da burguesia. As frações da burguesia, mesmo com toda experiência de conciliação do governo petistas e de acenos do próprio Haddad, mostraram um movimento paulatinamente adesão à chapa de extrema direita, Bolsonaro-Mourão, indicando que não há perspectivas para refazer o pacto de conciliação de classes. Portanto, um possível governo petista deve sofrer enormes ataques da burguesia e da extrema direita, com boicotes e locautes, principalmente se se confirmar a perspectiva de recessão da economia mundial. Neste sentido, não podemos descartar uma intervenção por parte do PSL e das forças políticas, sociais e econômicas que agora o apoiam, como o generalato, para derrubar um governo PT-PCdoB e realizar, inclusive novas eleições sem os dois partidos.

2. Caminhos da insurgência: auto-organização e ação direta

Seja qual for o novo governo, Bolsonaro-Mourão (PSL-PRTB) ou Haddad-Manuela (PT-PCdoB), os cenários mais prováveis é de acirramento da luta de classes e dos conflitos políticos, com o avanço do Capital sobre a classe trabalhadora, retirando mais direitos, aumentando da exploração e recrudescimento da repressão. E a saída para essa situação não passa pela disputa eleitoral, mas pela criação de espaços autônomos da classe (assembleias populares) que seja semente de um contrapoder com vista a organização de um congresso do povo. O autoritarismo e a tirania estão dentro do Estado. A liberdade está no autogoverno das trabalhadoras e trabalhadores. No socialismo.

Diante do acirramento da luta de classes e de recrudescimento do regime, a classe trabalhadora terá que passar por um processo de auto-reorganização, isto é, buscando formas organizativas livres das amarras da tutela das burocracias sindicais e políticas, bem como romper com as práticas e concepções legalistas e pacifistas da social-democracia, necessitando organizar sua autodefesa enfrentar a nova conjuntura de acirramento da luta de classes. Os cenários exigem um movimento de massas auto-organizado, resultante da rearticulação das forças coletivas do proletariado.

Por isso é necessário promover a ação direta e resistência local, por meio da promoção de lutas e greves parciais reivindicativas, de resistência à intensificação da exploração e retirada de direitos, combinada com a criação de organizações sindicais e cooperativas de tipo sindicalista revolucionária. È fundamental nos autoorganizarmos. Os cenários serão cada vez mais difíceis para as alternativas revolucionárias e combativas no curtíssimo prazo.

Será fundamental uma luta de palmo a palmo, casa à casa, rua à rua, combatendo em duas frentes: a reação clerical militar-burguesa e o lulismo-reformismo que aposta suas fichas na administração do governo federal. A estratégia revolucionária: resistir localmente, pensando e construindo globalmente. É preciso combinar as resistências e lutas locais com as formas globais contra o autoritarismo e a tirania, com a propaganda de construção de assembleias populares, que mesmo que não sejam imediatamente realizáveis, educam e forjam a consciência de massa para as lutas futuras.

A ação direta, o enfrentamento de rua e as greves terão de assumir uma nova dimensão. A ação direta não se resume a luta combativa, embora seja sua característica fundamental, pois ela significa a luta proletária autoconsciente, a ação política emancipatória da classe. O enfrentamento de rua não poderão se restringir aos grupos de autodefesa, pois será necessário uma luta ofensiva. As greves terão superar os limites das lutas reativas e corporativas. As greves gerais não poderão ser apenas políticas, mas terão de assumir a condição de uma greve geral insurrecional.

Há 84 anos, no dia 07 de outubro de 1934, foi dada uma lição aos fascitas. Anarquistas, Comunistas e militantes colocaram para correr os integralistas na praçã da sé em São Paulo. A tirania e o autoritarismo deve ser combatidos com a autoorganização e ação direta da classe rumo ao socialismo, ao autogoverno das trabalhadoras e trabalhadores.

Entramos num ciclo de guerra de classe declarada contra as trabalhadoras e trabalhadores travestido de antipetismo. Para enfrentar essa guerra é necessário: 1) construir movimentos autônomos; 2) organizar a ação direta; 3) articular os comitês populares (antifas) de autodefesa.

NÃO VOTE, LUTE!!!

Organizar Assembleias Populares e um Congresso do Povo trabalhador e explorado!!!!

O fascismo não se discute, se destrói!!!

Greve Geral!!!

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CAUSA DO POVO nº 78 – setembro de 2018

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Nesta edição:

 

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A luta de classes na greve de caminhoneiros

Matéria do jornal Causa do Povo n° 78, set/18


Membros do Exército realizam escolta de caminhões na BR-116.

A elite brasileira chama de “liberdade econômica” suas crises motivadas nas variações e riscos do mercado financeiro, e chama de caos as lutas dos trabalhadores. Odeiam o povo. Assim foi com a greve de caminhoneiros em maio deste ano. Diante da importância desta greve e da política energética, produtiva e de transportes, precisamos entender alguns avanços, limites e contradições dessa luta que levou o governo Temer a pedir trégua.

As táticas que deram certo

Foram mais de 1200 bloqueios em todo país. Isso trancou a circulação do núcleo básico do capitalismo, a mercadoria. A força do movimento veio da ousadia e capacidade desta ação de bloqueio e barricadas, amparadas no apoio popular. O único argumento capaz de “tocar o coração” dos poderosos é atentar contra sua propriedade e riqueza. Esta tática de ação direta pode e deve ser usada nas greves e lutas de outras categorias de trabalhadores.

Intervenção militar para acabar com a greve

Parte dos caminhoneiros, grupos externos e alardes nas redes sociais chegaram à idiotice de pedir “intervenção militar”. A intervenção ocorreu, mas para acabar com a greve. Temer decretou Garantia da Lei e da Ordem autorizando as Forças Armadas liberar vias públicas, remover, conduzir ou escoltar veículos e liberar acesso a locais de produção considerados essenciais. Além disso, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar permitindo uso de força policial e multa de R$ 10 mil por dia para cada manifestante que descumprisse a ordem. Seria cômico se não fosse trágico, mas os militares agem contra o povo.

Contradições e disputas na luta dos caminhoneiros

Havia (e há) quatro interesses oportunistas disputando o movimento: 1) dos patrões do transporte, que queriam vantagem competitiva na disputa intraburguesa, sem reoneração da folha de pagamento, e empresários em geral que apontam para privatização da Petrobrás; 2) dos partidos eleitorais, que tentaram promover seus candidatos surfando na greve ou criticaram o movimento já que não o comandava; 3) das burocracias sindicais, que negociaram as pautas com o governo pelas costas dos caminhoneiros e que se aliaram aos interesses dos patrões; e 4) dos militaristas, que pregam uma via autoritária ao Brasil, como a ditadura, negando ao fim a própria liberdade de greve. É preciso se desviar de todos eles e construir a luta autônoma. Continuar lendo

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Copa do Mundo 2018: uma amostra de conflitos sociais

Matéria do jornal Causa do Povo n° 78, set/18


Como todas as Copas, a Copa do Mundo de 2018 na Rússia mostrou mais uma vez o cenário político mundial. Várias serão as lembranças: os fiascos de Argentina e Alemanha, a campanha surpreendente dos anfitriões e os memes brasileiros. Mas nada se compara à contradição em que se meteu a França!

No momento em que as potências européias fecham suas fronteiras para os imigrantes fugidos das guerras causadas em grande parte pelo imperialismo delas mesmas, no oriente médio e no norte do continente africano, a seleção francesa levanta a taça.

Composta em sua maioria por filhos e netos de trabalhadores imigrantes, a seleção francesa calou a boca das elites xenofóbicas de seu país! Um título da França negra e árabe!

Outro fato marcante foi a invasão de campo na final pelas integrantes do Pussy Riot (grupo de punk rock ativista/feminista) com o objetivo de denunciar medidas do governo Putin que aumentaram a vulnerabilidade social das mulheres na Rússia.


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Plataforma Internacional dos Anarquistas

Matéria do jornal Causa do Povo n° 78, set/18


A Plataforma Internacional do Anarquismo Revolucionário foi lançada em conjunto pela UNIPA (Brasil) e a OPAR (Organização Popular Anarquista Revolucionária do México). É um projeto que visa retomar os apontamentos da Plataforma da União Geral dos Anarquistas, de 1926, em três tarefas fundamentais:

  • 1) Desenvolver uma teoria anarquista como base da organização internacional;
  • 2) Definir a estratégia e programa globais para a revolução socialista a partir da crítica da degeneração burocrática da revolução russa de 1917;
  • 3) Apresentar uma linha revolucionária de ação a partir da crítica da função que os anarquistas desempenharam no movimento de massas.

Esse documento visa assumir a responsabilidade de executar as tarefas apontadas pela Plataforma de 1926 e avançar na única direção possível ao plataformismo: o bakuninismo.

Nesse sentido, apresenta a teoria anarquista – o bakuninismo – e convoca a reconstrução da Organização Internacional Bakuninista e da Organização Internacional dos Trabalhadores. Essa tarefa é hoje central.

Leia em: www.uniaoanarquista.wordpress.com

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Quem somos e pelo que lutamos?

Matéria do jornal Causa do Povo n° 78, set/18


A União Popular Anarquista (UNIPA) é uma organização política revolucionária bakuninista fundada em 2003. A UNIPA luta pelo socialismo no Brasil e libertação dos povos no mundo. Como Bakunin, entendemos “que a liberdade sem o socialismo é o privilegio, a injustiça; e que o socialismo sem a liberdade é a escravidão e a brutalidade”.

A sociedade socialista será resultado da força de uma Revolução: da ruptura e destruição do Estado e capitalismo. A estratégia revolucionária da UNIPA aponta que a ação direta das massas e a luta de classes são as únicas capazes de realizar conquistas imediatas e futuras para a classe trabalhadora.

Não basta o povo ser maioria. Esta força precisa de organização para ser real e vitoriosa. Defendemos a organização de Sindicatos, Movimentos e Federações Autônomas. Estes devem lutar por melhores condições de vida e trabalho hoje e são o embrião do poder da sociedade futura.

Para isso, convidamos trabalhadoras e trabalhadores para unir esforços com a UNIPA a partir da unidade teórica, programática e estratégica pela Revolução Social.

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