GRÉCIA | Atualmente o movimento social enfrenta uma forte repressão da polícia e presta tributo à resistência à Lei de Segurança Global na França

*Tradução para português de Portugal: Dick Rush; revisão ao português do Brasil: Unipa

Material original: http://blogyy.net/…/derive-autoritaire-en-grece-comme…/

Esta noite, o bairro de Exarcheia está sob um dilúvio de armas e uniformes. Para evitar qualquer revolta, o Estado grego implantou um verdadeiro regimento de policiais apoiado por dois helicópteros e vários drones. Gritos irrompem aqui e ali, bem como explosões. Um prédio desabitado está em chamas. Há um ano, a polícia grega tenta enfraquecer o bairro evacuando muitas ocupações, mas algumas ainda resistem, em particular o Notara 26 e o K Vox. No entanto, desde esta manhã, a nova irrupção policial atingiu um nível sem precedentes. Não apenas em números, mas também em atos particularmente chocantes.

Para começar, neste aniversário do assassinato do jovem anarquista Alexis Grigoropoulos por um policial em Exarcheia em 6 de dezembro de 2008, as forças da ordem dos poderosos nos impediram de ir ao local de meditação onde se encontra a placa comemorativa no lugar onde foi assassinado aos quinze anos! Pior ainda, dezenas de pessoas foram presas por tentarem passar. Mais de 160, nas últimas notícias, em poucas horas! Um dos policiais até arrancou um buquê de rosas da cena antes de destruí-lo na frente das câmeras. As imagens percorreram rapidamente a Grécia, já causando um escândalo esta noite.

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Comunicado Mapuche | Coordenação Arauco Malleco denuncia farsa constitucional chilena e reafirma via revolucionária

Consideramos que a atual aspiração plurinacional e a participação “indígena” no processo constituinte formam a expressão contemporânea de uma lógica colonial de submissão com a qual se tenta colocar uma camisa de força ao Weichan e à autonomia Mapuche. – CAM

Dando continuidade a nossa posição desde o anarquismo revolucionário sobre as lições da luta insurgente no Chile, exposta em nossos recentes Comunicados nº73 e nº75, traduzimos e divulgamos para os militantes brasileiros mais essa importante declaração da organização mapuche Coordenação Arauco Malleco (CAM), de outubro deste ano, que comunica sua posição frente a reforma constitucional em curso, reivindica diversas ações de sabotagem e reafirma a luta pela autonomia territorial contra o colonialismo do Estado chileno e dos capitalistas. Desde o Brasil saudamos a heroica resistência nacional e libertadora do povo Mapuche e suas organizações revolucionárias. Desde o Brasil seguimos firmes em nosso caminho de organização e resistência autônoma popular. Segue a declaração na íntegra:

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Ao nosso povo nação mapuche, à opinião pública, chilena e internacional, a Coordenação Arauco Malleco (CAM) e os seus diferentes Órgãos de Resistência Territorial (ORT) comunicam o seguinte:

Kiñe: Em primeiro lugar, declaramos o nosso total apoio ao pu peñi ka pu lamgen do território de Kiñel mapu Makewe frente aos recentes acontecimentos no seu mapu e face às acusações racistas e infundadas feitas por vários sectores do mundo político e econômico do Chile. Como CAM, subscrevemos a responsabilidade do Estado do Chile pela morte do carabineiro, pois foram eles que nos posicionaram como seu inimigo interno, declarando-nos guerra sempre que se colocaram do lado dos interesses do grande capital, gerando um conflito de baixa intensidade a fim de militarizar e dar livre acesso à repressão seletiva e indiscriminada sobre as nossas diferentes expressões de luta. Assim como há baixas nas fileiras do inimigo, também nós já vivemos o assassinato do nosso povo, uma questão que assumimos com dor e raiva, mas somos categóricos em sustentar que tanto as mortes bilaterais passadas como futuras são e serão da responsabilidade do Estado criminoso e dos seus vários governos de turno; neste caso, devido a ação dos carabineiros [polícia] que sempre agiram como guarda pretoriana do capital, assassinando, matando, baleando crianças, idosos, mulheres, e fazendo montagens contra o nosso povo.

Epu: Reafirmamos nosso weichan rakizuam através do horizonte estratégico da Libertação Nacional Mapuche, lutando para acumular forças e lançar as bases de nossa emancipação como Povo oprimido, um processo que implica em nos proporcionar novamente uma capacidade política, ideológica, social, cultural, mas acima de tudo espiritual, como fez nosso kuifikecheyem.

Kvla: Como expressão revolucionária do movimento mapuche autonomista, nos comprometemos a continuar desenvolvendo processos consequentes de luta, a não comprometer nossos princípios e a lutar ideologicamente contra todos os detratores refugiados entre a institucionalidade winka e as academias coloniais. Consideramos que a atual aspiração plurinacional e a participação “indígena” no processo constituinte formam a expressão contemporânea de uma lógica colonial de submissão com a qual se tenta colocar uma camisa de força ao Weichan e à autonomia Mapuche, uma vez que estas estão subjugadas ao mesmo mecanismo partidário chileno que tem protegido historicamente o grande capital. Convocamos o povo Mapuche a não cair nessa cortina de fumaça, já que a autonomia se conquista através da luta territorial, não desde cima, e sem mendigar cotas de poder ou curvar-se diante de ninguém.

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CASTELLANO | Las lecciones de la insurrección chilena y el proceso constituyente

Comunicado Nº 75 de la Unión Popular Anarquista – UNIPA, 3 de noviembre de 2020

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Al valeroso pueblo chileno y Mapuche;

A los militantes populares y a los trabajadores brasileños y latinoamericanos;

A los compañeros y compañeras revolucionarias de todo el mundo.

El pasado 25 de octubre, un plebiscito convocado por el Estado chileno, en un gran acuerdo nacional entre partidos de derecha e izquierda, dio como resultado la aprobación de una Convención Constituyente con la tarea de redactar una nueva Constitución para el país. Pero este hecho no puede entenderse de forma aislada, es fruto de la crisis política y de la lucha de clases en Chile y en el mundo.

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As lições da insurreição chilena e o processo constituinte

Plebiscito no Chile pela aprovação ou rechaço de uma nova constituição, outubro de 2020

Comunicado nº 75 da União Popular Anarquista – UNIPA, 03 de novembro de 2020

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Leer en: CASTELLANO


Ao bravo povo chileno e Mapuche;

Aos militantes populares e trabalhadores brasileiros e latino-americanos;

Aos companheiros e companheiras revolucionárias em todo o mundo.

No último dia 25 de outubro, um Plebiscito convocado pelo Estado chileno, em um grande acordo nacional entre partidos de direita e esquerda, teve como resultado a aprovação de uma Convenção Constituinte com a tarefa de redigir uma nova Constituição para o país. Mas esse fato não pode ser entendido de forma isolada, ele é fruto da crise política e dos desdobramentos da luta de classes no Chile e no mundo.

O povo chileno demonstra ser um povo guerreiro, com profunda disposição para a luta. Sua luta tem sido tão intensa que vem provocando sucessivas crises políticas no país, desde a resistência estudantil antineoliberal iniciada em 2006 batizada de “revolta dos pinguins”, que em 2011 tem continuidade com a adesão massiva do proletariado através das greves gerais de 24 e 25 de agosto de 2011, passando pela experiência ancestral de resistência do povo Mapuche, pelos processos de auto-organização e autodefesa nos bairros pobres, bem como o aprofundamento da luta combativa das mulheres.

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Eleições, luta insurgente e movimento de massas: a crítica anarquista ao reformismo e ao pacifismo

Comunicado nº 74 da União Popular Anarquista – UNIPA, 15 de outubro de 2020


No dia 15 de novembro será o primeiro turno das eleições municipais no Brasil. Esse ano também está mantida a farsa eleitoral em diversos países, como nos EUA e na Bolívia. Enquanto isso, o novo coronavírus e a crise social avançam. Em todo o continente americano, os dilemas estratégicos sobre as vias da transformação social são mais evidentes e estão em disputa. As certezas da “democracia” como valor universal vão se mostrando verdadeiras fraudes, de um tipo específico de regime de dominação nacional e internacional que agora está em crise.

A democracia burguesa e os pactos de colaboração de classes vem sendo questionadas e tensionadas pela extrema-direita que, como Bolsonaro no governo, se lançam com a aparência “antissistêmica” e aplicam sistematicamente medidas infralegais ou ilegais, mobilizando pela influência e aparelhamento do Estado bases sociais que reivindicam regimes autocráticos e ditatoriais; enquanto partidos e movimentos da esquerda socialdemocrata e parlamentar levantam a bandeira de manter o regime democrático burguês e dos pactos de classe. A extrema-direita tensiona por uma transformação conservadora, militarista e ultraliberal, uma ruptura por cima com a ordem institucional; enquanto a esquerda socialdemocrata luta para manter a letra morta da lei constitucional de 88, na prática, um regime social liberal. A extrema-direita se apresenta com uma agitação “transformadora” enquanto a esquerda socialdemocrata se apresenta moderadamente como “mantenedora” ou “restauradora” da ordem burguesa – o que parece contraditório, mas não é. Assim, é preciso entender esta polarização que toma conta do debate público e das emoções populares, embora seja rasa e muitas vezes simplista. E de forma paciente e persistente, criar e intervir nos cenários de descontentamento popular e apresentar alternativas para a luta autônoma e revolucionária da classe trabalhadora.

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Anarchism, “libertarian” reformism and the current tasks of the working class

Communiqué nº 71 of the Anarchist Popular Union – UNIPA, July 5, 2020.

Português | Castellano | English-PDF | Francês | Tradução voluntária


Revolutionary workers must not shoulder official posts, nor establish themselves in the ministries.[…] We must have no part of combinations devised by bourgeois politicians acting in concert with foreign chancellories. That would be tantamount to strengthening our enemies and tightening the noose of capitalism. No more portfolios. No more ministries. Let’s get back to the unions and the nitty-gritty of work tools.”

Jaime Balius, Towards a fresh revolution (1938)

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PARE A GUERRA CONTRA OS ZAPATISTAS! JÁ!

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Reproduzimos abaixo um Pronunciamento assinado por mais de 450 pessoas e 140 organizações de 22 países diferentes, ao qual a Unipa se soma em solidariedade. Chega de guerra contra as comunidades zapatistas! Pela autodefesa e autodeterminação dos povos pelo seu território e sua vida!

Pronunciamento

Castellano | Italiano | English | Français

No sábado, dia 22 de agosto de 2020, paramilitares da Organização Regional dos Cafeicultores de Ocosingo (ORCAO) saquearam e incendiaram as instalações do Centro Comercial Nuevo Amanecer del Arcoiris, localizado no local conhecido como Cruzeiro Cuxuljá, Município Autônomo Lucio Cabañas, no município oficial de Ocosingo.

Vale lembrar que no dia 24 de fevereiro de 2020, a ORCAO, junto com o grupo “Chinchulines” (há anos identificado como paramilitar), e membros do partido MORENA na região, violaram e sequestraram membros do Congresso Nacional Indígena (CNI), isso no contexto da Conferência em defesa do território e da Mãe Terra “Samir somos todos”, convocada pelo EZLN e pelo CNI. Tudo foi documentado na denúncia publicada na página Enlace Zapatista (ver: https://enlacezapatista.ezln.org.mx/2020/02/27/pronunciamiento-ante-el-secuestro-de-miembros-del-cni-en-chilon-chiapas-por-su-participacion-en-las-jornadas-samir-somos-todas-y-todos/).

Esta nova agressão faz parte da intensificação da guerra de desgaste no estado de Chiapas, caracterizada pelo aumento da violência de grupos paramilitares e do crime organizado, como o Centro de Direitos Humanos Fray Bartolomé de las Casas devidamente documentou (ver: https://frayba.org.mx/agresiones-armadas-en-aldama/).

A difusão de calúnias contra o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) também faz parte dessa guerra contra-insurgente que se desenvolve em diferentes frentes e formas: direta e indireta, aberta e encoberta; mediática, política, econômica e militar.

Este cenário de guerra não é exclusivo do estado de Chiapas. Como pode ser visto no site do Congresso Nacional Indígena, (ver: https://www.congresonacionalindigena.org/category/denuncias/), são constantes as denúncias dos povos indígenas e suas organizações contra a violência de grupos criminosos, paraestatais e estaduais, violência que contribui para a fragmentação do tecido comunitário e o desgaste das lutas contra a desapropriação e megaprojetos no México.

Aqueles de nós que assinamos este documento convocamos à sociedade civil nacional e internacional para que assine a denúncia destes fatos, exija o fim das agressões e hostilidades contra as Bases de Apoio Zapatista, a destruição de preciosos bens comunitários, fruto do trabalho coletivo, que; em meio a esta crise multifatorial, adquirem alto valor patrimonial. Da mesma forma, pedimos que permaneçam atentos a esta nova escalada de violência contra o EZLN e o CNI, organizações que são uma referência planetária na defesa da Vida e por um mundo melhor.

 

 

SIGNATÁRIOS:

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CASTELLANO | Resistencia ancestral Mapuche: Insurrección, autodefensa y sabotaje por la libertad de los presos políticos y la reconstrucción del gran Wallmapu

Comunicado nº 73 da União Popular Anarquista – UNIPA, 19 de agosto de 2020

Leia em: PORTUGUÊS | CASTELLANO – PDF | Traduções voluntárias


Para que podamos liberar de la opresión a todo el mundo porque no solamente los mapuches tenemos derecho a luchar. Espero que en este momento histórico empiece a replantearse todo el mundo la verdadera historia y la estructura de esta sociedad capitalista y opresora que nos mantiene en la miseria, que se mantiene a fuerza de represión y tortura por culpa de esos perros de azul que nos tienen encarcelados y que cuidan los intereses de los poderosos, de los ricos. Nosotros, la nación Mapuche vamos a darle una lección de historia y vamos a cambiar esta historia de opresión que durante ciento treinta años nos ha mantenido en la marginación. (…) ¡Somos combatientes ancestrales de la libertad pu peñi, pu lamien! ¡Hasta vencer o morir! ¡Mari chi Weu!”

Longko Facundo Jones Huala

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Resistência ancestral Mapuche: Insurreição, autodefesa e sabotagem pela liberdade dos presos políticos e pela reconstrução do grande Wallmapu

Comunicado nº 73 da União Popular Anarquista – UNIPA, 19 de agosto de 2020

Leia em PDF [Português] [Castellano] [Traduções voluntárias]

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Para que possamos libertar da opressão a todo o mundo. Porque não somente os Mapuche temos direito a lutar. Espero que neste momento histórico, todo mundo volte a repensar a verdadeira história e também a estrutura dessa sociedade capitalista e opressora que nos mantém na miséria, que se mantém através da força da repressão e da tortura, por culpa dos porcos policiais que nos mantém encarcerados e cuidam dos interesses dos poderosos, dos ricos. Nós, a nação Mapuche, vamos dar uma aula de história, vamos transformar essa história de opressão que durante 130 anos nos manteve na marginalidade. […] Somos combatentes ancestrais da liberdade, irmãos e irmãs. Até a vitória ou a morte, Marichiweu!”

Longko Facundo Jones Huala

Mapa nº1 - Delimitación Territorial del PinkuMapu

Mapa nº1: Delimitación Territorial del PinkuMapu: Uma mudança e modificação profunda ocorreu no território mapuche primeiro com a invasão espanhola e depois com a ocupação militar chilena e argentina no final do século XIX (1881). O território del pinkum mapu praticamente se perdeu ou cedeu, e com o estabelecimento da fronteira entre os dois Estados-nação (Chile e Argentina), aquela dimensão original do fütalmapu se confundiu e se transformou, dando origem a novas estruturas como o fütalmapu pewen-che, wenteche, nagche o lafkenche, que correspondem às identidades territoriais que permanecem atualmente. | Fonte: MAPU CHILLKANTUKUN ZUGU: Descolonizando el Mapa del Wallmapu, Construyendo Cartografía Cultural en Territorio Mapuche. Disponível em <https://www.oidp.net/docs/repo/doc558.pdf>

Os Mapuche estão divididos pelas fronteiras de dois Estados-nação: Chile e Argentina. São países que cortam o grande Wallmapu, território ancestral Mapuche. O Wallmapu se estendia originalmente desde a região centro-sul do Chile até o sul da Argentina. O violento processo de desterritorialização contra os Mapuche está relacionado aos primeiros momentos da colonização espanhola na região, desde 1492. A resistência Mapuche se articula desde então para a defesa de seus territórios autônomos, o que explica o impedimento do avanço da colonização no Wallmapu até o século XIX, quando ocorrem as independências de ambos os Estados. A resistência preserva a autonomia dos povos.

O período da primeira invasão colonizadora no século XVI foi marcado por guerras duradouras, em especial a partir de 1530, que culminaram nos acordos pela delimitação do grande território do povo Mapuche. Em 1541, os espanhóis se defrontam com os Mapuche ao tentar cruzar o rio Bio-Bio, no Chile – Gulumapu –, justamente o limite do controle da colônia, que já dominava o norte do país. Relatos da época demonstram o espanto dos colonizadores ao se depararem com a forma de organização do povo Mapuche, como descrito pelo padre jesuíta Rosales, que acompanhou as expedições do exército da Espanha: “eles não têm cabeça, não têm polícia”.

Historicamente, os Mapuche se organizam através dos Trawns, grandes assembleias com participação dos Longkos, importantes lideranças guerreiras e espirituais. As heroicas batalhas de Tucapel, Lagunillas, Millarapue, Cayucupil e Quiapo (1553-1558), no atual Chile, são exemplos das formas seculares de guerras anticoloniais travadas pelos Mapuche no primeiro período das rebeliões contra a Espanha. Tais batalhas conferiram ao Longko Lautaro sua memória histórica, até hoje reivindicada pelos povos, como o destacado guerreiro e estrategista Mapuche lembrado por derrotar as forças da coroa espanhola. A resistência conduzida por Lautaro é reconhecida como uma das primeiras experiências da guerra de guerrilhas na América Latina, seguida por sucessivos anos de revoltas indígenas inspiradas por seu legado. Continuar lendo

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Castellano | Tierra y Libertad! La Insurrección de los Pueblos frente al Colonialismo y los Impérios – Resoluciones del VII Congreso de UNIPA

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Tierra y Libertad!

La Insurrección de los Pueblos frente al Colonialismo y los Impérios


Resoluciones del VII Congreso de la Unión Popular Anarquista (UNIPA)

Brasil, 2020

[Português] [Castellano] [Inglês] [Francês]

Presentación

El Brasil y el mundo están en un momento clave para la lucha de clases y para la profundización de una política revolucionaria y anarquista. Estamos experimentando, de lo local a lo global, cambios de paradigmas en las relaciones de poder y explotación dentro del sistema mundial capitalista, directamente influenciados por las insurgencias y las luchas proletarias y de liberación nacional desde la década de 1970 y que también influyen en las relaciones capital-trabajo y Estado-sociedad en actualidad.

En este siglo XXI, más específicamente desde su segunda década (post crisis de 2008), una serie de rebeliones populares y nuevas formas de acción y organización por parte de la clase trabajadora han sacudido la estabilidad de las estructuras imperialistas, colonialistas y monopolistas dentro del sistema mundial. El auge y la caída de los gobiernos “progresistas” en América Latina (Bolivia, Uruguay, Brasil, Venezuela, Argentina, Paraguay, entre otros) fueron expresiones de estos cambios en las relaciones de poder, de lo global a lo local.

Para comprender nuestra realidad nacional e internacional, además de simplemente describir los hechos, nuestra organización presenta una contribución teórica bakuninista sobre el imperialismo y el colonialismo, así como sobre la distinción entre las estructuras del neocolonialismo y el colonialismo interno que hoy en día expresan diferentes relaciones de poder en América Latina. A partir de esto, identificamos los cambios en el sistema mundial capitalista desde la década de 1980 que inauguran un nuevo período de la experiencia imperial-colonial, el neoimperialismo, que conduce a una nueva ola de colonización a escala mundial desde la década de 2000, siendo su expresión más evidente la intensificación de la competencia interimperialista por tierras-territorios, recursos energéticos y regiones/países de influencia. Continuar lendo

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