Protesto de Direita, Corrupção e a Agonia entre os Dominantes

Protestos da direita fora-Dilma (mar/15)

Os atos realizados no primeiro semestre de 2015 capitaneados pela direita e os atos do governismo na verdade demonstra a agonia e fragilidade dos dominantes. Tentativa de se apropriar do levante popular de junho de 2013 que tanto combateram e ainda combate com processos e prisões por todo país.

Protestos pró-Dilma (mar/15)

O petismo alimentou e defendeu a ideia de “Brasil Potência”. Assim, passou a defender os interesses classe dominante e dos militares. Estes até o momento estão comprometidos com o governo Dilma e a manutenção do Estado Burguês. A política econômica desse bloco está garantindo os interesses do grande capital e do projeto estratégico de fortalecimento das forças armadas e do sub-imperialismo.

Por sua vez, o setor anti-Dilma não tem materialidade para derrubada do governo, uma vez que este está alinhado com o grande capital e os militares. Este setor anti-dilma é a pequena burguesia branca, os empresários e a tecnocracia. São antipopulares e antinacionais, favorecem os interesses do imperialismo dos EUA, uma vez que o projeto político regional e global do PT se articula aos interesses militares, mas o ímpeto sub-imperialista do Estado Brasileiro bate de frente com certos interesses norte-americanos.

Desarticulação do poder popular e corrupção

O capital internacional e os partidos como PSDB, DEM, PPS etc. alimentaram pequenos grupos para tentar desgastar o governo. Articularam-se em torno de pautas conservadoras. Mas a luta entre os setores para ficar no Bloco no Poder tem como unidade a desarticulação do poder popular, e daí a unidade do PSDB com o PT no combate ideológico as lutas de junho, as greves e a ação direta de classe.

O PT tomou para si a defesa da República Burguesa e sua análise é essencialmente elitista. E para isso se apoia na sua burocracia sindical e dos movimentos sociais que o apoiam. Burocracia cada vez mais restrita ao núcleo da aristocracia operária e de categorias hoje desmobilizadas, como dos bancários.

Estes setores também não querem o fim da corrupção. Muito pelo contrário. A corrupção é parte constituída do capitalismo e do Estado. A operação dela pode ser maior ou menor, beneficiar um ou outro grupo, mas é parte constituída do sistema para dominar e cooptar. No Brasil todos os grandes escândalos de corrupção recente estão associados a velhas práticas da classe dominante que foram incorporadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Agora são usados nas disputas de poder.

Essa recente onda de “combate a corrupção” é uma evidência das disputas entre os dominantes. A disputa pelo Bloco no Poder se evidencia por dentro do aparelho estatal nas seguidas denúncias de corrupção. Longe de querer colocar um fim, na verdade faz parte de uma disputa por dentro do aparelho de Estado.

É pelo fato de as transnacionais de origem brasileira estar com o PT que elas estão sendo investigados na operação Lava Jato. Por outro lado, a propina aos conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), investigados pela Operação Zelotes, é praticamente deixada de lado por ambos os setores, bem como o escandaloso pagamento de dívida a banca financeira.

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